<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390</id><updated>2012-01-03T17:09:14.478-02:00</updated><category term='Control C / Control V'/><category term='Qual é o seu Talento?'/><category term='Raças e cotas'/><category term='Cotas'/><category term='&quot;Quarta-feira dia de defumador&quot;'/><category term='Cotas Raciais: um direito'/><category term='A banalização dos crimes contra mulher'/><category term='Estação Primeira do Brasil'/><category term='Mulher negra e imagem positivamente afirmada em espaços legitimados'/><category term='A  Leitura  Como  Fonte de  Transformação do Pensamento'/><category term='Não é sobre você que devemos falar'/><category term='A Moda e o Hip Hop – capitulo 1'/><category term='Escolhas'/><category term='A Moda é Minha Língua'/><category term='O Mc faz o funk e todos nós o movimento'/><category term='De olho no Espelho'/><category term='A fotografia e sua relação com a arte na Era digital'/><category term='A Bahia'/><category term='É bom ser mãe. Desde que seu filho esteja vivo'/><category term='Um caso “exemplar” : quem disse que Internet é Terra de Ninguém ?'/><category term='Luz câmera e ação: Zezé Motta uma expressão da teledramaturgia música e cinema nacional'/><category term='Juventude negra e a espera pelo dia seguinte'/><category term='Vamos ao Teatro?'/><category term='De terça a domingo'/><category term='Lima Barreto o escritor imortal'/><category term='O Teatro Experimental do Negro no Brasil uma referência que influencia artistas Afro- brasileiros (as)'/><category term='Overdose de Boal'/><category term='Carta para meu amigo Luiz que está na Europa'/><category term='Jornalista quer mudar Lei Aurea para indenizar proprietários'/><category term='Orkut'/><category term='A Moda e o Hip Hop – capitulo 2'/><category term='Olhando-se no espelho e construindo a sua identidade'/><category term='Fragmentos de Carlos Moore'/><title type='text'>.: BLOG DO ESPELHO - ARTIGOS :.</title><subtitle type='html'>Parte do Blog do Programa Espelho, destinado a colunistas convidados que abordarão temas diversos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Programa Espelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09336651141216722173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>34</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-6864030247753494604</id><published>2012-01-03T17:09:00.002-02:00</published><updated>2012-01-03T17:09:14.496-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Um caso “exemplar” : quem disse que Internet é Terra de Ninguém ?'/><title type='text'>Um caso “exemplar” : quem disse que Internet é Terra de Ninguém ? Quem disse que internautas podem publicar agressões gratuitas ? A Justiça diz que não !</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;por &amp;nbsp;Geneton Moraes Neto em Dossiê Geral no &amp;nbsp;G1&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Guardei silêncio durante&amp;nbsp;dez meses sobre uma ofensa intolerável que me foi feita no Twitter, um dos territórios livres da Internet. Eu&amp;nbsp;poderia sair atirando petardos virtuais contra quem me agrediu, mas preferi recorrer à Justiça.&amp;nbsp;Queria&amp;nbsp;criar um precedente que considero importante:&amp;nbsp;não, ninguém pode usar a Internet ( nem que seja um mero tweet – uma frase de míseros 140 caracteres) para atacar os outros impunemente. Não pode.&amp;nbsp;&lt;span style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;No pasarán&amp;nbsp;&lt;/span&gt;!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A boa notícia é que a Justiça, afinal,&amp;nbsp;se pronunciou – a meu favor. Respiro aliviado. Fiz a minha parte:&amp;nbsp;queria provar que não, Internet não é lixeira. Se alguém&amp;nbsp;escreve um&amp;nbsp;absurdo&amp;nbsp; ( não importa que seja numa página lida por três gatos pingados ) , deve responder&amp;nbsp;por ele. Por que não ?&amp;nbsp;Eu não poderia ficar calado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Resolvi adotar como &amp;nbsp;lema o verso bonito de “Consolo na Praia”, aquele poema de Carlos Drummond de Andrade : “À sombra do mundo errado, murmuraste um protesto tímido”. É o que tentei fazer – em 99% dos casos, sem qualquer resultado. &amp;nbsp;Neste caso, ao murmurar meu “protesto tímido”,&amp;nbsp;tentei, na verdade, defender o bom Jornalismo na selva da Internet. O bom Jornalismo ! Tão simples: é aquele que, entre outras&amp;nbsp;virtudes,&amp;nbsp;não comete calúnia nem&amp;nbsp;injúria nem difamação.&amp;nbsp;Diante do pronunciamento da Justiça,&amp;nbsp;&amp;nbsp;tive vontade de gritar: é gol !&amp;nbsp; O Jornalismo venceu.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pequeno esclarecimento aos caríssimos ouvintes :&amp;nbsp; ao contrário do que o grito de gol imaginário possa sugerir, minha relação com o Jornalismo é profundamente acidentada. Detalhes no final do texto (*)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O&amp;nbsp;fato de me julgar um perfeito alienígena no Planeta Jornalismo não me impede de defender o Jornalismo na hora em que as tropas inimigas se aproximam.&amp;nbsp;Bem ou mal, é a atividade que, já por tanto tempo,&amp;nbsp;consome minhas parcas energias. Lá vou eu, então,&amp;nbsp;para a Sala de Justiça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A Internet é a maior invenção dos últimos séculos ? É provável que seja. Quem imaginaria a vida&amp;nbsp;sem um terminal de computador ? Quase ninguém. Hoje, qualquer um pode criar, em um minuto,&amp;nbsp;uma conta no Twitter ou no Facebook ou no Orkut&amp;nbsp;ou num hospedeiro de blogs para se manifestar sobre o que bem entender.&amp;nbsp;Em questão de segundos,&amp;nbsp;qualquer texto, qualquer imagem, qualquer frase,qualquer pensamento podem ser replicados&amp;nbsp;incontáveis vezes. Eis a oitava maravilha do mundo! &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Em meio a tantas maravilhas, uma dúvida vibra no ar : que proteção existe contra o internauta&amp;nbsp;que usa o Twitter, por exemplo, para atingir a honra alheia ?&amp;nbsp;&amp;nbsp;Agora, posso dizer: a Justiça. Há uma dificuldade: nem sempre é fácil localizar o autor da ofensa. A autoridade judiciária me disse&amp;nbsp; – com razão – que a Justiça talvez não tenha como localizar e intimar&amp;nbsp;um agressor que se esconde&amp;nbsp;sob pseudônimo na imensa floresta da Internet.&amp;nbsp; Se o autor é “encontrável”, pode acabar “nas barras dos tribunais”, como se dizia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Em resumo: abri um processo por calúnia, injúria e difamação contra&amp;nbsp;o autor de um comentário ofensivo publicado no Twitter. O que dizia o comentário estúpido ? Que eu simplesmente tinha “roubado” de um trabalho de conclusão de curso de alunos&amp;nbsp; de Jornalismo as perguntas que fiz a Geraldo Vandré, o compositor que resolvera quebrar o silêncio depois de passar trinta e&amp;nbsp;sete anos sem dar entrevista para TV. É óbvio que, diante da chance raríssima, fui – voando – ao encontro do enigmático Vandré. Que&amp;nbsp;jornalista&amp;nbsp;não&amp;nbsp;teria a curiosidade&amp;nbsp;de&amp;nbsp;ouvir um grande nome que sumira do mapa por tanto tempo ? Mas&amp;nbsp;a última coisa que eu faria, na vida, seria “roubar”&amp;nbsp; perguntas de quem quer que seja.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;A entrevista foi ao ar na Globonews, em setembro de 2010 ( aqui, o link para o vídeo completo:&amp;nbsp;&lt;a href="http://goo.gl/qp4v7" style="color: #d02020; font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;http://goo.gl/qp4v7&lt;/a&gt;&amp;nbsp;). Diante da ofensa publicada no Twitter, parti para a briga. O juiz remeteu o processo ao Ministério Público. O passo seguinte: uma audiência preliminar no&amp;nbsp;Quarto Juizado Especial Criminal, no Leblon, às 14:45 da terça-feira, vinte e seis de julho do ano da graça de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Não&amp;nbsp;tinha sido&amp;nbsp;difícil achar o autor da ofensa publicada no Twitter: é um jornalista que trabalha numa emissora de rádio importante de São Paulo. Imagino que tenha poucos anos de formado. Salvo algum desvio, deverá ter uma carreira pela frente.&amp;nbsp;Vou, aqui, ter um gesto de “magnanimidade” que o autor da agressão não teve para comigo:&amp;nbsp;&amp;nbsp;não vou citar nomes, para não prejudicá-lo nem deixar rastros na Internet. Idem com a mulher que&amp;nbsp;repetiu a ofensa e chamou a entrevista de “farsa” num comentário enviado a um site ( neste caso, a dificuldade citada pela autoridade judiciária se confirmou: não foi possível localizá-la).&amp;nbsp;Também não vou citar, aqui,&amp;nbsp;o nome desta pobre coitada.&amp;nbsp;Tenho perfeita noção de como funciona este circo: qualquer referência que “caia na rede”&amp;nbsp; virá sempre à tona a cada vez que alguém fizer uma busca no Google…&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A citação dos nomes envolvidos no processo 0336624-21.2010.8.19.0001, em última instância, nem&amp;nbsp;é indispensável. O que vale, neste caso,&amp;nbsp;é o exemplo, a situação, a tentativa ( bem sucedida !) de abrir um precedente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Chegou a hora da audiência. O sistema de alto-falantes do Quarto Juizado Especial Criminal chama os envolvidos no caso. Sou citado como vítima. Dentro da sala,&amp;nbsp;o clima era de constrangimento absoluto. O autor da agressão no Twitter tinha vindo de São Paulo, acompanhado de um advogado : estava sentado do outro lado da mesa, diante de mim. &amp;nbsp;Ao meu lado, estava o advogado Marcelo Alfradique. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sem falsa modéstia, sou um orador que, num julgamento generoso, poderia se situar na tênue fronteira entre o ruim e o péssimo. Não me arriscaria a falar de improviso, mas não queria de maneira alguma&amp;nbsp; perder a chance de marcar posição. Rabisquei, então, o que eu gostaria de dizer diante de uma autoridade da Justiça e de quem usou o Twitter para cometer uma agressão intolerável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pedi a palavra. Já engoli sapos monumentais, gigantescos, monstruosos&amp;nbsp;ao longo da vida. Mas, ali, era hora de soltar os cachorros:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;“Quero dizer que, para mim, o fato de estar aqui é constrangedor. É a primeira vez que processo alguém. Fiz questão absoluta de recorrer à Justiça porque somente a Justiça poderia dar uma lição que me parece indispensável : ninguém pode usar impunemente a Internet para escrever o que quiser e agredir a honra alheia. Uma das obrigações do jornalista é usar as&amp;nbsp;palavras com toda precisão possível. Se escrevo que alguém “roubou” alguma coisa, eu o&amp;nbsp;estou chamando de “ladrão”. Ponto. Quem comete uma farsa é um farsante. Ponto. Fui chamado – portanto – de&amp;nbsp; ladrão e farsante pelo crime de ter feito uma entrevista com Geraldo Vandré! &amp;nbsp;O caso é tão absurdo que nem vale a pena entrar em detalhes”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;“O que aconteceu ? Uma jornalista me enviou um trabalho de conclusão de curso sobre Geraldo Vandré. Meses depois, fui escalado, às pressas, na TV, para gravar uma entrevista com ele.&amp;nbsp;&amp;nbsp;A produtora Mariana Filgueiras conseguira marcar uma entrevista com Vandré, no dia em que ele completava setenta e cinco anos de idade. Eu nem tinha lido o trabalho enviado pela estudante, por pura falta de tempo. Todo o mérito da obtenção da entrevista com Vandré, aliás,&amp;nbsp;cabe à produtora, algo que&amp;nbsp;digo com toda clareza no &amp;nbsp;texto do programa. A produtora, igualmente, não tinha lido o trabalho”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;“Quando a entrevista foi ao ar, na Globonews, fui acusado publicamente – ou seja: através da Internet – de ter “roubado” as perguntas do trabalho escolar que me fora enviado. Como se, depois de quase quarenta anos de profissão, eu precisasse recorrer a um trabalho escolar para fazer as perguntas de uma entrevista !&amp;nbsp;Comecei a trabalhar cedo, aos dezesseis anos de idade, em 1972. Perdi a conta das entrevistas que fiz – com presidentes da República, políticos, artistas, escritores, atletas, gente anônima e famosa, aqui e no exterior. Nunca – repito: nunca, jamais, em tempo algum – fui acusado de falta de ética ou de imprecisão ou de “roubar” o que quer que seja”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;“Não quero fazer bravatas. Mas agora, diante de uma autoridade, nesta sala de Justiça, quero declarar oficialmente o seguinte : se o autor da agressão provar que “roubei” perguntas seja de quem for, ao longo desses trinta e nove anos de profissão, eu assino um documento legal transferindo para ele tudo o que eu vier a receber como pagamento por minha atividade profissional de hoje até o fim da minha vida. Isso não é uma bravata. É um compromisso”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;“Fui chamado – em público – de ladrão e farsante. Fiquei em silêncio até agora. Não escrevi nada sobre o ataque porque preferi aguardar a palavra da Justiça. Se eu chamasse publicamente os autores da agressão de “ladrões da honra alheia”, estaria usando a mesmíssima arma que usaram contra mim, irresponsavelmente. Não”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;“Para ilustrar o absurdo da situação : em 2005, como editor-chefe da revista&amp;nbsp;Almanaque Fantástico, publiquei uma reportagem&amp;nbsp;sobre Geraldo Vandré,&amp;nbsp;escrita por um colega de redação, Alberto Villas. Se eu quisesse cometer uma ignomínia igual à que foi cometida contra mim, eu poderia acusar os autores do trabalho de escolar de terem “roubado” a pauta da revista do Fantástico. Mas eu não seria tão estúpido”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;“Uma ofensa cometida na Internet se multiplica rapidamente. Depois da publicação da ofensa no Twitter, “x” – que não conheço – escreveu numa caixa de comentários de um site o seguinte: “Existe um livro do qual o repórter está de posse e do qual foram “sugadas” as perguntas”. Logo depois, um ex-cineasta chamado “x” &amp;nbsp;insinuou, com ironia, que minha entrevista foi “inspirada” no trabalho dos alunos….Ou seja: repassaram a calúnia” (&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;span style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;aqui, omito nomes&lt;/span&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;“Isso virou ponto de honra para mim ! Faço questão absoluta de que os autores da ofensa provem que sou ladrão de perguntas e farsante. O patrimônio profissional mais valioso&amp;nbsp;que um jornalista pode&amp;nbsp;obter é a&amp;nbsp;credibilidade. Isso é conquistado em anos, anos e anos de trabalho duro e&amp;nbsp;dedicação.&amp;nbsp;É uma questão de&amp;nbsp;caráter, também. Não posso aceitar, sob hipótese alguma, que algo conquistado com tanto esforço, com tantas madrugadas de trabalho, com tantos fins de semana&amp;nbsp; – em que eu deveria estar convivendo com meus filhos -&amp;nbsp;seja atacado de maneira tão irresponsável. Não, não e não. Não me interessam desculpas. Não, não e não. Não me interessam recompensas financeiras. Não, não e não. Se houver, que seja doada à escola mais necessitada do sertão do Piauí ou à creche mais pobre da Favela da Rocinha”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;“A única coisa que, sinceramente, espero é que a Justiça mostre, a todos os blogueiros, a todos os twitteiros, a todos os internautas – a mim, inclusive -&amp;nbsp; que abusos deste tipo não podem ser cometidos, impunemente, via Internet – que corre o risco de virar Terra de Ninguém. Não, não e não”.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O autor da ofensa&amp;nbsp;ouviu tudo&amp;nbsp;calado. Não disse uma palavra sequer. Só deu uma “justificativa”, no início da audiência: disse que tinha escrito o tweet em “solidariedade”&amp;nbsp; à amiga que me enviara o malfadado trabalho de conclusão de curso sobre Geraldo Vandré. A&amp;nbsp;Justiça se pronunciou.&amp;nbsp;Desta vez, quem recebeu solidariedade fui eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Uma alternativa me foi oferecida: se eu não quisesse dar o caso por encerrado&amp;nbsp;ali, poderia levar&amp;nbsp;o processo&amp;nbsp;adiante, para a esfera criminal. Em suma: poderia&amp;nbsp;pedir uma indenização pela injúria, pela calúnia, pela difamação. Preferi dar o caso por encerrado, porque, na prática, já tinha conseguido o que queria: uma demonstração de que, no território livre da Internet, &amp;nbsp;ninguém pode escrever,&amp;nbsp;impunemente, contra a honra alheia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pelo menos neste caso, pude ver que nem sempre a Internet nem sempre&amp;nbsp;é terra de ninguém. Twitter não é lixeira : é um meio de comunicação importante. Idem com o Facebook, o Orkut, os blogs – e todas as outras plataformas. O que se escreve ali pode ter consequência. Devem ser usados, portanto,&amp;nbsp;com responsabilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Preferi não prolongar o trabalho que estava dando à Justiça – que, como se sabe, já&amp;nbsp;vive sobrecarregada. Dei-me por satisfeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A autoridade determinou que&amp;nbsp;o autor da ofensa no Twitter prestasse vinte horas de serviço comunitário numa das instituições cadastradas no Quarto Juizado Especial Criminal – ou então fizesse um pagamento&amp;nbsp;que, a bem da verdade,&amp;nbsp;me pareceu simbólico: seiscentos reais. O dinheiro é recolhido pela&amp;nbsp;Justiça e repassado a uma das instituições habilitadas para receber a ajuda. Detalhe: nestes próximos cinco anos, caso reincida,&amp;nbsp;o autor já não poderá dispor do benefício da “transação penal” ( ou seja: uma espécie de acordo que susta a evolução do processo, como aconteceu agora ).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Terminei mostrando que agressão infundada e gratuita – ainda que seja cometida no espaço ínfimo dos 140 caracteres de um tweet, numa página&amp;nbsp;com poucos seguidores – pode levar o autor a enfrentar o constrangimento de ouvir, diante de uma autoridade, palavras que ele certamente não gostaria de ter ouvido. Se&amp;nbsp; pudesse escolher, eu não gostaria de ter dito. Mas, ali, eu não tinha escolha.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Era “ponto de honra” : eu confiava que a Justiça iria criar um precedente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Atenção, todos os carros; atenção, twitteiros, facebookeiros, blogueiros, orkuteiros : a tribuna da Internet é livre, mas, quando forem escrever, meçam as palavras, como fazem jornalistas responsáveis. Ou&amp;nbsp;então tratem de ir preparando os cheques :&amp;nbsp;as instituições de caridade cadastradas na Justiça vão agradecer penhoradamente a ajuda, ainda que forçada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;—————–&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; line-height: 1.7em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(*) Ah, sim: como eu ia dizendo antes de ser interrompido pela narração de minha incursão pelos corredores da Justiça, minha relação com esta joça popularmente conhecida como Jornalismo é acidentada. Meu demônio da guarda me sopra de meia em meia hora, ao pé do meu ouvido esquerdo :&amp;nbsp;&lt;span style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;“Get out ! Get Out ! Get out !&amp;nbsp;Bata em retirada! Baixe a cortina! O Jornalismo não é , nem de longe, o que você pensava quando chegou numa redação aos dezesseis anos de idade ! Você era um inocente imberbe, achava que fazer Jornalismo era simplesmente&amp;nbsp;contar da maneira mais atraente possível o que você&amp;nbsp;tinha visto e&amp;nbsp;ouvido na rua, era descobrir&amp;nbsp;personagens &amp;nbsp;fascinantes que ninguém conhecia, era se esforçar para fazer as&amp;nbsp;perguntas certas na hora certa a anônimos ou famosos,&amp;nbsp;era tentar retratar da maneira mais fiel&amp;nbsp;a Grande Marcha dos Acontecimentos, era&amp;nbsp;olhar a vida como se fosse uma criança que estivesse&amp;nbsp;vendo tudo pela primeira vez, era devorar todos os jornais e revistas que lhe caíam nas mãos para aprender com quem sabia fazer, era não deixar jamais que o veneno do engajamento político contaminasse&amp;nbsp;o exercício da profissão, era ler e reler os textos dos mestres, era ter a certeza de que não existe assunto desinteressante: o que existe é jornalista desinteressado. &amp;nbsp;Quá-quá-quá ! Deixe de ser estupidamente ingênuo!&amp;nbsp; Jornalistas de verdade jogam notícia no lixo; criam dificuldade para tudo;&amp;nbsp;apostam na mesmice mais cinzenta; deixam de publicar uma história interessante&amp;nbsp;porque “a concorrência já deu”;&amp;nbsp; fazem Jornalismo pensando nos outros jornalistas, não no público; pontificam sobre todos os temas do Universo; participam de campeonatos de vaidade; escorregam na autorreferência obssessiva, na pretensão descabida, no egocentrismo delirante, no exibicionismo vulgar.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Os jornalistas estúpidos, feito você, acham que é tudo um absurdo indefensável. Para que, então, prolongar este equívoco ?&amp;nbsp; Get out ! Get out! Get out !&amp;nbsp; Mas você não me obedece.&amp;nbsp;Você, bobo, tenta preservar os sinais vitais do menino ingênuo que, lá atrás,&amp;nbsp;apostou no Jornalismo&lt;/span&gt;.&lt;span style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;Você sabe que&amp;nbsp;a tentativa&amp;nbsp;é&amp;nbsp;rigorosamente inútil, mas é a única coisa&amp;nbsp;a fazer. Continue tentando, então.&amp;nbsp;Pode ser divertido &amp;nbsp;! “&amp;nbsp;.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;Depois de me soprar estas palavras, num ritual que se repete há anos, meu Demônio da Guarda se recolhe, sorridente, porque&amp;nbsp;tem certeza de uma coisa&amp;nbsp;: quase nunca eu o obedeço, mas, no fundo,&amp;nbsp;sei que ele&amp;nbsp;tem toda razão&amp;nbsp;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-6864030247753494604?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/6864030247753494604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2012/01/um-caso-exemplar-quem-disse-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/6864030247753494604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/6864030247753494604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2012/01/um-caso-exemplar-quem-disse-que.html' title='Um caso “exemplar” : quem disse que Internet é Terra de Ninguém ? Quem disse que internautas podem publicar agressões gratuitas ? A Justiça diz que não !'/><author><name>Programa Espelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09336651141216722173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-6979804068139663889</id><published>2011-04-20T12:53:00.000-03:00</published><updated>2011-04-24T12:53:51.656-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fragmentos de Carlos Moore'/><title type='text'>Fragmentos de Carlos Moore</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Trecho 1&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;      &lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;... o tradicional desprezo anglossaxônico vis-à-vis latinos, eslavos e semitas encontrou &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;uma forte repercussão nos escritos e posturas políticas de Marx e Engels. Por exemplo, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;em uma carta a seu amigo alemão, Eduard Bernstein, Engels escreveu: "Em todas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;as questões de política internacional, or jornais da facção romântica dos franceses&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;e dos italianos devem ser usados com bastante ponderação, e nós, alemães, devemos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;preservar a nossa superioridade teórica..."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A alegação marxista atual de que as noções de superioridade alemã e anglossaxônica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;foram principalmente obra de tóricos do terceiro Reich dificilmente se justifica com essas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;citações dos próprios fundadores do Marxismo. Fica evidente, então, que até mesmo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;em relação a povos arianos, o "internacionalismo" de Marx e Engels restringia-se a uma &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;postura essencialmente germânica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Livro - "O Marxismo e a questão racial"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Autor: Carlos Moore&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Editora: Nandayla&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trecho 2&lt;br /&gt;      &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Os  avanços da ciência nos últimos anos do século XX esclarecem um grave  equívoco oriundo do século XIX, que fundamenta o conceito de "raça" na  biologia. Raça não é um conceito que possa ser definido segundo  critérios biológicos. Porém, raça existe: ela é uma construção  sociopolítica, o que não é o caso do racismo, um fenômeno&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; que antecede sua própria definição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Livro - "Racismo &amp;amp; Sociedade"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Autor: Carlos Moore&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Editora: Mazza Edições&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-6979804068139663889?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/6979804068139663889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2011/04/fragmentos-de-carlos-moore.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/6979804068139663889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/6979804068139663889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2011/04/fragmentos-de-carlos-moore.html' title='Fragmentos de Carlos Moore'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-65006850983677697</id><published>2011-01-06T14:52:00.001-02:00</published><updated>2011-01-06T14:52:26.071-02:00</updated><title type='text'>Cotas Raciais: um direito</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Cristina Lopes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há  sete anos, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a   Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) foram pioneiras na   adoção de cotas raciais e sociais para o preenchimento de parte das   vagas da graduação. De lá pra cá, muito se questionou: melhorar as   escolas públicas não seria uma forma de corrigir as desigualdades no   acesso à educação superior? Esse tipo de medida provoca queda na   qualidade do ensino? Cria preconceito e discriminação racial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;  A identidade nacional brasileira tem sido construída sob o mito da   democracia racial. O que seria esse mito? A idéia de nação de que todas   as raças viveriam em harmonia, sem conflitos ou segregações, diferente   do que ocorreu, por exemplo, nos Estados Unidos e na África do Sul,  leva  a crer que a ascensão social de afrodescendentes não é limitada  por  barreira racial, fazendo com que as reivindicações de movimentos  sociais  e políticas públicas específicas pareçam absurdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Disparidades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  entanto, se analisarmos dados relativos à educação e saúde públicas,   perceberemos que negros(as) têm atendimento diferenciado e pior. Nos   atendimentos realizados pelo SUS, as mulheres negras (pretas e pardas)   recebem menos anestesia no parto normal do que as brancas; estudantes   negros(as) têm rendimento escolar inferior ao de alunos(as) brancos(as),   não importando a renda familiar ou escolaridade de pais e mães, pois   são afetados(as) por diversos mecanismos de discriminação racial na   escola (desde as relações entre colegas e professor-aluno, até o   material didático e as práticas pedagógicas aplicadas). No mercado de   trabalho não é diferente. Pessoas negras com a mesma escolaridade,   desempenhando as mesmas funções, recebem menos do que colegas de   trabalho brancos. Em outras palavras, esses exemplos são reflexos do que   chamamos de racismo estrutural, presente nas percepções e ações   cotidianas das pessoas e, conseqüentemente, nas instituições nas quais   elas atuam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta por educação de qualidade para a população  afrodescendente já é  antiga por parte de organizações do movimento  negro e de outras  entidades que atuam na luta anti-racista. As cotas  raciais são uma  modalidade de ação afirmativa que têm como objetivo  minimizar os efeitos  discriminatórios sobre um segmento específico da  população. Devem ser  percebidas como um direito, e não como algo que  busca ajudar estudantes  não-capacitados(as) a entrar nas universidades.  Esse argumento caiu por  terra após análises de diferentes  universidades brasileiras terem  constatado que o rendimento de  cotistas, na maioria dos cursos, é igual  ou melhor do que de alunos(as)  não-cotistas. Outro fator que precisa ser  ressaltado é que estudantes  têm que passar na primeira fase do concurso  para, só na fase seguinte,  concorrerem como cotistas. A melhoria do  sistema público de ensino é  fundamental, mas não podemos propor que, por  mais 10 ou 15 anos, jovens  negros(as) sejam prejudicados(as).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grandes meios de  comunicação também têm sua parcela de  responsabilidade, pois tratam a  questão das cotas de forma parcial,  mostrando, quase categoricamente,  apenas motivos para sermos  contrários(as) a elas. A divulgação de  diferentes opiniões é o que  garante uma difusão democrática e ética da  informação. Podemos observar  que muitos(as) jovens em debates sobre  cotas raciais se opõem a tal  política mais por repetição dos argumentos  que ouvem e lêem na grande  mídia do que por acreditarem, de fato, na  ineficiência da política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cotas – especialmente as raciais –  são uma conquista de diversos  setores da sociedade civil organizada,  especialmente dos movimentos de  pré-vestibulares comunitários e de  entidades do movimento negro. A  sociedade civil organizada tem  demonstrado seu descontentamento com a  possibilidade de suspensão das  cotas raciais em atos públicos, como os  que aconteceram em maio de  2009, na Uerj – organizado por coletivos e  organizações de jovens  negros e negras –, na Assembleia Legislativa do  Rio de Janeiro com a  participação de alunos(as) e professores(as) do  Educafro, ou como o  protesto de representantes do Movimento dos Sem  Universidade, em  Brasília, que "encenou" uma batida policial. Essas  atividades são  nítidas demonstrações do apoio da sociedade à política de  cotas. Mais  recentemente destaca-se a campanha “Afirme-se”, organizada  pela ONG  Omi-Dùdú com apoio do Fundo Bradil de Direitos Humanos e várias  outras  instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Supremo Tribunal Federal também ouviu, entre os  dias 3 e 5 de março de  2010, vários setores do governo e da sociedade  civil apresentar  argumentos a favor e contra as cotas raciais a fim de  obter mais dados  para julgar a constitucionalidade das cotas na  Universidade de Brasília –  que deve orientar decisões em processos  similares, caso venham a  existir, para outras universidades  brasileiras. Esta semana, uma das  maiores instituições de ensino  superior do país, a Universidade Federal  do Rio de Rio de Janeiro  (UFRJ), vive a expectativa de votar no seu  Conselho Universitário uma  proposta de ação afirmativa – ainda sem  difinição de porcentagem  para a  reserva de vagas ou perfil de estudante  (oriundo(a) de escola pública,  negro(a), etc...) ao qual a política  seria direcionada. Ainda assim, a  adoção das cotas raciais pela UFRJ  representaria um rande avanço na  democratização do acesso ao ensino  superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O racismo está  presente em nossa sociedade e não podemos responsabilizar  as cotas pelo  surgimento ou estímulo de conflitos raciais. As cotas têm  um papel que  vai além da promoção do ingresso de uma população  específica à  universidade. Elas suscitam o debate sobre a questão racial  no Brasil  como temos visto ultimamente em diversos setores (governo,  academia,  sociedade civil em geral). Questionam a diversidade nas  instituições de  ensino, fundamentais para a formação dos indivíduos.  Fazem refletir  sobre o passado escravocrata e suas heranças que geram  grosseiras  disparidades entre brancos(as) e negros(as) no país. Convidam  a  repensar antigos preconceitos e estereótipos, o que incomoda e torna a   questão polêmica, mas não menos necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;*Pesquisadora do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas –  Ibase (www.ibase.br)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 102, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-65006850983677697?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/65006850983677697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2011/01/cotas-raciais-um-direito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/65006850983677697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/65006850983677697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2011/01/cotas-raciais-um-direito.html' title='Cotas Raciais: um direito'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-1962687062768948655</id><published>2010-11-25T06:42:00.001-02:00</published><updated>2010-11-25T06:50:30.634-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Não é sobre você que devemos falar'/><title type='text'>Não é sobre você que devemos falar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;por Ana Maria Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;                        &lt;strong&gt;Monteiro Lobato: um homem com um projeto para além do seu tempo&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Caçadas de Pedrinho&lt;/em&gt;, publicado em 1933, teve origem em &lt;em&gt;A caçada da onça&lt;/em&gt;,  de 1924. Portanto, poucas décadas após a abolição da escravatura, que  aconteceu sem que houvesse qualquer ação que reabilitasse a figura do  negro, que durante séculos havia sido rebaixada para se justificasse  moralmente a escravidão, e sem um processo que incorporasse os novos  libertos ao tecido da sociedade brasileira. Os ex-escravos continuaram  relegados à condição de cidadãos de segunda classe e o preconceito era  aceito com total normalidade. Eles representavam o cisco incômodo  grudado à retina, o "corpo imperfeito" dentro de uma sociedade que, a  todo custo, buscava maneiras de encobri-lo, desbotá-lo ou eliminá-lo,  contando com a colaboração de médicos, políticos, religiosos e outros  homens influentes daquela ápoca. Um desses homens foi o médico Renato  Kehl, propagador no Brasil das idéias do sociólogo e psicólogo francês  Gustave Le Bon, que defendia a "superioridade racial e correlacionava as  raças humanas com as espécies animais, baseando-se em critérios  anatômicos como a cor da pele e o formato do crânio", segundo o livro  Raça Pura, - Uma história da eugenia no Brasil e no mundo, de Pietra  Diwan para a Editora Contexto. Renato Kehl reuniu ao seu redor uma ampla  rede de intelectuais, com quem trocava correspondência e ideias  constantemente, todos adeptos, defensores e propagadores da eugenia,  assim definida por ele em 1917: &lt;em&gt;"É a ciência da boa geração. Ela não  visa, como parecerá a muitos, unicamente proteger a humanidade do  cogumelar de gentes feias".&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  Em 1918 foi fundada a Sociedade Eugênica de São Paulo - SESP,  contando com cerca de 140 associados, entre médicos e membros de  diversos setores da sociedade que estavam dispostos a "discutir a  nacionalidade a partir de questões biológicas e sociais", tendo em sua  diretoria figuras importantes como Arnaldo Vieira de Carvalho, Olegário  de Moura, Renato Kehl, T. H. de Alvarenga, Xavier da Silveira, Arhur  Neiva, Franco da Rocha e Rubião Meira. A sociedade, suas reuniões e  ideias eram amplamente divulgadas e festejadas pela imprensa, e seus  membros publicavam em jornais de grande circulação como Jornal do  Commercio, Correio Paulistano e O Estado de São Paulo. Lobato, como um  homem de seu tempo, não ficaria imune ao movimento, e em abril de 1918  escreve a Renato Kehl: &lt;em&gt;"Confesso-me envergonhado por só agora travar  conhecimento com um espírito tão brilhante quanto o seu, voltado para  tão nobres ideais e servido, na expressão do pensamento, por um estilo  verdadeiramente "eugênico", pela clareza, equilíbrio e rigor  vernacular."&lt;/em&gt; Era o início de uma grande amizade e de uma  correspondência ininterrupta até pelo menos 1946, dois anos antes da  morte de Monteiro Lobato. Os eugenistas agiam em várias frentes, como a  questão sanitária/higienista, que Lobato trata em Urupês, livro de  contos onde nasce o famoso personagem Jeca Tatu, ou a racial, sobre a  qual me aterei tomando como ponto de partida outro trecho de uma das  cartas de Monteiro Lobato a Renato Kehl: &lt;em&gt;"Renato, Tú és o pai da  eugenia no Brasil e a ti devia eu dedicar meu Choque, grito de guerra  pró-eugenia. Vejo que errei não te pondo lá no frontispício, mas perdoai  a este estropeado amigo. [...] Precisamos lançar, vulgarizar estas  idéias. A humanidade pecisa de uma coisa só: póda. É como a vinha.  Lobato."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;O livro mencionado é &lt;em&gt;O Choque das raças ou o presidente negro&lt;/em&gt;,  de 1926, que Lobato escreveu pensando em sua publicação nos Estados  Unidos, para onde ele se mudou para ocupar o cargo de adido cultural no  consulado brasileiro de Nova York. Em carta ao amigo Godofredo Rangel,  Lobato comenta: &lt;em&gt;"Um romance americano, isto é, editável nos Estados  Unidos(...). Meio à Wells, com visão do futuro. O clou será o choque da  raça negra com a branca, quando a primeira, cujo índice de proliferação é  maior, alcançar a raça branca e batê-la nas urnas, elegendo um  presidente negro! Acontecem coisas tremendas, mas vence por fim a  inteligência do branco. Consegue por meio de raios N. inventados pelo  professor Brown, esterilizar os negros sem que estes se dêem pela  coisa". &lt;/em&gt;Resumindo bastante, as coisas tremendas são: em 2.228, três  partidos concorrem às eleições presidenciais americanas. O partido dos  homens brancos, que pretende reeleger o presidente Kerlog, o partido das  mulheres, que concorre com a feminista Evelyn Astor, e o partido dos  negros, representado por Jim Roy. Com a divisão dos brancos entre homens  e mulheres, os negros se tornam maioria e Jim Roy é eleito. Não se  conformando com a derrota, homens e mulheres brancos se unem e usam "a  inteligência" para eliminar a raça negra, através de uma substância  esterilizante colocada em um produto para alisamento de cabelos crespos.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;A composição dos partidos políticos parece ter sido inspirada por um  dos livros preferidos de Lobato, que sempre o recomendava aos amigos, o&lt;em&gt; L’Homme et les Sociètes&lt;/em&gt;  (1881) de Gustave Le Bon. Nesse livro, Le Bon diz que os seres humanos  foram criados de maneira desigual, condena a miscigenação como fator de  degradação racial e afirma que as mulheres, de qualquer raça, são  inferiores até mesmo aos homens de raças inferiores. Lobato acreditava  que tinha encontrado a fórmula para ficar milionário, como diz em 1926: &lt;em&gt;"Minhas  esperanças estão todas na América. Mas o 'Choque' só em fins de janeiro  estará traduzido para o inglês, de modo que só lá pelo segundo semestre  verei dólares. Mas os verei e à beça, já não resta a menor dúvida". &lt;/em&gt;Com  o sucesso do livro, ele esperava também difundir no Brasil a ideia da  segregação racial, nos moldes americanos, mas logo teve suas esperanças  frustradas, como confidência ao amigo Godofredo Rangel: &lt;em&gt;"Meu romance  não encontra editor. [...]. Acham-no ofensivo à dignidade americana,  visto admitir que depois de tanto séculos de progresso moral possa este  povo, coletivamente, cometer a sangue frio o belo crime que sugeri.  Errei vindo cá tão verde. Devia ter vindo no tempo em que eles linchavam  os negros."&lt;/em&gt; Deve ter sido uma grande decepção para Lobato e seus  projetos grandiosos, visto que, em carta de 1930, também a Godofredo  Rangel, ele admite fazer uso da literatura para se dizer o que não pode  ser dito às claras:&lt;em&gt; "é um processo indireto de fazer eugenia, e os processos indiretos, no Brasil, 'work' muito mais eficientemente".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Achei importante contextualizar esse livro porque acredito que todos  que estão me lendo são adultos, alfabetizados, com um certo nível  cultural e, portanto, público alvo desse romance adulto de Monteiro  Lobato. Sendo assim, peço que me respondam com sinceridade: quantos de  vocês teriam sido capazes de, sem qualquer auxílio, sem qualquer  contextualização, realmente entender o que há por trás de &lt;em&gt;O Choque das raças ou o presidente negro?&lt;/em&gt;  Digo isso porque me lembro que, na época das eleições americanas,  estávamos quase todos (sim, eu também, antes de ler o livro) louvando a  genialidade do visionário e moderno Monteiro Lobato em prever que os  Estados Unidos, um dia, elegeriam um presidente negro, que tinha  concorrido primeiro com uma mulher branca e depois com um homem branco.  Mas há também o que está por detrás das palavras, das intenções, e achei  importante contextualizá-las, mesmo sendo nós adultos, educados,  socialmente privilegiados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;O lugar do outro - &lt;/strong&gt;Peço agora que você faça um  exercício: imagine uma criança na sala de aula das escolas públicas de  ensino médio e fundamental no Brasil. Negra. Sei que não deve ser fácil  colocar-se sob a pele de uma criança negra, por isso penso em  alternativas. Tente se colocar sob a pele de uma criança judia numa sala  de aula na Alemanha dos anos 30 e ouça, por exemplo, comentários  preconceituosos em relação aos judeus: "............ ...........",  "............ .............. ...... .. ....". Ou então, ponha-se no  lugar de uma criança com necessidades especiais e ouça comentários  alusivos ao seu "defeito": "............. ............",  "................. ..............". Talvez agora você já consiga sentir  na pele o que significa ser essa criança negra e perceber a carga  histórica dessas palavras sendo arrastada desde séculos passados:  "macaca de carvão", "carne preta" ou "urubu fedorento", tudo lá, em &lt;em&gt;Caçadas de Pedrinho&lt;/em&gt;,  onde "negra" também é vocativo. Sim, sei que "não se fala mais assim",  que "os tempos eram outros". Mas sim, também sei que as palavras andam  cheias de significados, impregnadas das maldades que já cometeram, como  lâminas que conservam o corte por estarem sempre ali, arrancando casca  sobre casca de uma ferida que nunca acaba de cicatrizar. Fique um pouco  de tempo lá, no lugar dessa criança, e tente entender como ela se sente.  Herdeira dessa ferida da qual ela vai ter que aprender a tomar conta e  passar adiante, como antes tinham feito seus pais, avós, bisavós e  tataravós, de quem ela também herdou os lábios grossos, o cabelo crespo,  o nariz achatado, a pele escura. Dói há séculos essa ferida:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;"Em nós, até a cor é um defeito. Um imperdoável mal de nascença, o estigma de um crime." &lt;/em&gt;Luiz Gama&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Volte agora para o seu lugar e se ouça falando coisas  do tipo: "Eu li Monteiro Lobato na infância e não me tornei racista",  ou "Eu nunca me identifiquei com o que a Emília disse", ou "Eu não acho  que chamar alguém de macaco seja racista", ou "Eu acho que não tem nada  de ofensivo", ou "Eu me recuso a ver Lobato como racista", ou "Eu acho  um absurdo que façam isso com um autor cuja leitura me deu tanto  prazer". Se você não é parte do problema, nem como negro nem como  racista, por que se colocar no centro da discussão? Você também já não é  mais criança, e talvez seja a hora de entender que nem todas as  verdades giram em torno do seu ponto de vista. Quando criança, talvez  você tenha crescido ouvindo ou lendo expressões assim, sempre achando  que não ofendiam, que eram de brincadeira e, portanto, agora, ache que  não há importância alguma que continuem sendo ditas em livros dados na  escola. Talvez você pense que nunca tenham te afetado. Mas acredito que,  se você continuar não conseguindo se colocar sob a pele de uma criança  negra e pelo menos resvalar a dor e a solidão que é enfrentar, todos os  dias, o peso dos significados, ouso arriscar que você pode estar  enganado. Elas podem ter tirado de você a sensibilidade para se  solidarizar com esse grave problema alheio: o racismo. Sim, porque tenho  a sensação de que racismo sempre foi tratado como problema alheio - é o  outro quem sofre e é o outro quem dissemina -, mesmo sua erradicação  sendo discutida no mundo inteiro como direitos humanos. Direitos de  todos nós. Humanos. Direito de sermos tratados com dignidade e respeito.  E é sobre isso que devemos falar. Não sobre você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Esse é um assunto sério, para ser discutido por profissionais que  estejam familiarizados com racismo, educação infantil e capacitação de  professores, e que inclusive podem contar com o respaldo do Estatuto da  Criança e do Adolescente, instituído em 1990 pela Lei 8.069. Destaco  dois artigos do Capítulo II - Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à  Dignidade:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e  à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como  sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição  e nas leis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do  adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento,  aterrorizante, vexatório ou constrangedor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;strong&gt;Combate ao racismo no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;em&gt;‘Só porque eu sou preta elas falam que não tomo banho. Ficam me  xingando de preta cor de carvão. Ela me xingou de preta fedida. Eu  contei à professora e ela não fez nada''&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;[Por que não querem brincar com ela]‘&lt;em&gt;‘Porque sou preta. A gente  estava brincando de mamãe. A Catarina branca falou: eu não vou ser tia  dela (da própria criança que está narrando). A Camila, que é branca, não  tem nojo de mim''. A pesquisadora pergunta: ‘‘E as outras crianças têm  nojo de você?'' Responde a garota: ‘‘Têm''. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Depoimento de crianças de 6 anos no livro "Do Silêncio do Lar ao  Silêncio Escolar: racismo, discriminação e preconceito na educação  infantil", de Eliane Cavalleiro - Editora Contexto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Colocando-se no centro da discussão, como se a "censura" não  existente ao livro de Lobato as ofendesse pessoalmente, e como se fosse  só isso que importasse nessa discussão, tenho visto várias pessoas  fazendo os comentários mais absurdos, inclusive interpretando e  manipulando outros textos ficcionais de Lobato para provar que ele não  era racista, ou que era apenas um homem do seu tempo. Algo muito  importante que não devemos nos esquecer é que nós também somos homens e  mulheres do nosso tempo, e que a todo momento estamos decidindo o que a  História escreverá sobre nós. Tenho visto também levarem a discussão  para o cenário político, no rastro de um processo eleitoral que fez  aflorar medos e sentimentos antes restritos ao lugar da vergonha,  dizendo que a "censura" à obra de Lobato é mais um ato de um governo  autoritário que quer estabelecer a doutrina de pensamento no Brasil,  eliminando o livre-pensar e interferindo na sagrada relação de leitores  com seus livros. Dizem ainda que, continuando assim, daqui a pouco  estaremos proibindo a leitura de Os Sertões, Macunaíma, Grande Sertão:  Veredas, O Cortiço, Odisséia, Dom Casmurro etc, esquecendo-se de que,  para fins de comparação, esses livros também teriam que ser distribuídos  para o mesmo público, nas mesmas condições. Às vezes parece-me mais uma  estratégia para, mais uma vez, mudar de assunto, tirar o foco do  racismo e embolar o meio de campo com outros tabus mais democráticos  como o estupro, o incesto, a traição, a violência, a xenofobia, a  homofobia ou o aborto. Tabus que, afinal de contas, podem dizer  respeitos a todos nós, sejamos brancos ou negros. Sim, há que se lutar  em várias frentes, mas hoje peço que todos apaguem um pouco os holofotes  que jogaram sobre si mesmos e suas liberdades cerceadas, concentrem-se  nas palavra "racismo" e "criança", mesmo que possa parecer inaceitável  vê-las assim, uma tão pertinho da outra, dêem uma olhada no árduo e  necessário processo que nos permite questionar, nos dias de hoje e  dentro da lei, se Caçadas de Pedrinho é mesmo um livro indicado para  discutir racismo nas salas de aula brasileiras. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Os motivos do parecer - &lt;/strong&gt;De acordo com a Coordenação  Geral de Material Didático do MEC, a avaliação das obras que compõem o  Programa Nacional Biblioteca da Escola são feitas por especialistas de  acordo com os seguintes critérios: "(...) a qualidade textual, a  adequação temática, a ausência de preconceitos, estereótipos ou  doutrinações, a qualidade gráfica e o potencial de leitura considerando o  público-alvo". A simples aplicação dos critérios já seria suficiente  para que o livro Caçadas de Pedrinho deixasse de fazer parte da lista do  MEC. No parecer apresentado ao Conselho Nacional da Educação pela  Secretaria da Educação do Distrito Federal, a professora Nilma Lino  Gomes, da UFMG, salienta que o livro faz “menção revestida de  estereotipia ao negro e ao universo africano, que se repete em vários  trechos”. Destaco alguns:&lt;em&gt; "Tia Nastácia, esquecida dos seus  numerosos reumatismos, trepou na árvore que nem uma macaca de carvão”,  ou (ao falar de um possível ataque por parte de onças) "Não vai escapar  ninguém - nem Tia Nastácia, que tem carne preta", ou "E aves, desde o  negro urubu fedorento até essa joia de asas que se chama beija-flor"&lt;/em&gt;.  Muita gente diz que contextualizar a presença no texto de trechos e  expressões como essas seria menosprezar a inteligência de nossas  crianças, que entenderiam imediatamente que não se faz mais isso, que a  nossa sociedade se transformou e que atitudes assim são condenáveis. Aos  que pensam assim, seria importante também levar em conta que "macaco",  "carvão", "urubu" e "fedorento" ainda são xingamentos bastante usados  contra os negros, inclusive em "inocentes brincadeiras" infantis durante  os recreios nas nossas escolas por esse Brasil afora. E não apenas nas  escolas, pois também são ouvidos nas ruas, nos ambientes de trabalho,  nos estádios de futebol, nas delegacias de polícia e até mesmo nos  olhares dos que pensam assim mas que, por medo da lei, não ousam dizer.  Apesar disso, em reconhecimento ao importante caráter literário da obra  de Monteiro Lobato, optou-se por sugerir que a obra fosse  contextualizada e somente adotada por educadores que tenham compreensão  dos processos geradores do racismo brasileiro. Como se fosse um problema  fácil de compreender.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Pensando aqui com meus botões, sou capaz de me lembrar de inúmeras  obras infanto-juvenis que valorizam o negro e tratam racismo com a  seriedade e o respeito que o assunto merece, e que foram editadas  principalmente depois da Lei 10.639/03, que inclui nos ensinos  fundamental e médio a História e a herança africanas. Posso estar  errada, mas me parece que Caçadas de Pedrinho entrou para o Programa  Nacional Biblioteca da Escola antes disso; sendo o contrário, pela lei,   nem deveria ter entrado. Há maneiras muito mais saudáveis, responsáveis  e produtivas de se levar o tema para dentro da escola sem ter que expor  as crianças ao fogo para lhes mostrar que queima; e sem brigada de  incêndio por perto. Isso é maldade, ou desconhecimento de causa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;A causa - a luta pela igualdade de oportunidades no Brasil - &lt;/strong&gt;Vou  relembrar apenas fatos dos períodos mais recentes, que talvez tenham  sido vividos e esquecidos, ou simplesmente ignorados, pela maioria das  pessoas que hoje brada contra o "politicamente correto" da esquerda  brasileira. Um breve histórico das últimas três décadas e meia:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;1984 &lt;/strong&gt;- o governo do General João Batista de Oliveira  Figueiredo decreta a Serra da Barriga, onde tinha existido o Quilombo  dos Palmares, como Patrimônio Histórico Brasileiro, num ato que  reconhece, pela primeira vez, a resistência e a luta do negro contra a  escravidão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;1988 &lt;/strong&gt;- Durante as comemorações pelo Centenário da  Abolição, o governo de José Sarney cria a Fundação Cultural Palmares,  vinculada ao Ministério da Cultura, que terá como meta apoiar e  desenvolver iniciativas que auxiliem a ascensão social da população  negra. Ainda nesse ano é promulgada a nova Constituição que, no seu  artigo 5º, XLII, reconhece o racismo como crime inafiançável e  imprescritível, ao mesmo tempo em que abre caminho para se estabelecer a  legalidade das ações afirmativas, ao legislar sobre direitos sociais,  reconhecendo os problemas de restrições em relação aos portadores de  deficiências e de discriminação racial, étnica e de gênero.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;1995 &lt;/strong&gt;- durante o governo de FHC adota-se a primeira  política de cotas, estabelecendo que as mulheres devem ocupar 30% das  vagas para as candidaturas de todos os partidos. Nesse mesmo ano, em  novembro, acontece em Brasília a Marcha Zumbi contra o Racismo, pela  Cidadania e a Vida, quando foi entregue ao governo o Programa de  Superação do Racismo e da Desigualdade Racial, com as seguintes  sugestões: incorporar o quesito cor em diversos sistemas de informação;  estabelecer incentivos fiscais às empresas que adotarem programas de  promoção da igualdade racial; instalar, no âmbito do Ministério do  Trabalho, a Câmara Permanente de Promoção da Igualdade, que deverá se  ocupar de diagnósticos e proposição de políticas de promoção da  igualdade no trabalho; regulamentar o artigo da Constituição Federal que  prevê a proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos  específicos, nos termos da lei; implementar a Convenção Sobre Eliminação  da Discriminação Racial no Ensino; conceder bolsas remuneradas para  adolescentes negros de baixa renda, para o acesso e conclusão do  primeiro e segundo graus; desenvolver ações afirmativas para o acesso  dos negros aos cursos profissionalizantes, à universidade e às áreas de  tecnologia de ponta; assegurar a representação proporcional dos grupos  étnicos raciais nas campanhas de comunicação do governo e de entidades  que com ele mantenham relações econômicas e políticas. Como resposta, em  20 de novembro de 1995, Fernando Henrique Cardoso cria, por decreto, o  Grupo de Trabalho Interministerial - GTI - composto por oito membros da  sociedade civil pertencentes ao Movimento Negro, oito membros de  Ministérios governamentais e dois de Secretarias, encarregados de propor  ações de combate à discriminação racial, promover políticas  governamentais antidiscriminatórias e de consolidação da cidadania da  população negra e apoiar iniciativas públicas e privadas com a mesma  finalidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Como base para o GTI foram utilizados vários tratados internacionais,  como a Convenção n.111, da Organização Internacional do Trabalho - OIT,  assinada pelo então presidente Costa e Silva naquela fatídico ano de  1968, no qual o país se comprometia, sem ter cumprido, a formular e  implementar  políticas nacionais de promoção da igualdade de  oportunidades e de tratamento no mercado de trabalho. Somente após  pressão e protestos da sociedade civil e da Central Única dos  Trabalhadores, é então criado o Grupo de Trabalho para Eliminação da  Discriminação no Emprego e na Ocupação - GTEDEO, composto por  representantes do Poder Executivo e de entidades patronais e sindicais,  também no ano de 1995.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;1996 &lt;/strong&gt;- A recém criada Secretaria de Direitos Humanos  lança, em 13 de maio, o Programa Nacional de Direitos Humanos - PNHD,  que tinha entre seus objetivos "desenvolver ações afirmativas para o  acesso dos negros aos cursos profissionalizantes, à universidade e às  áreas de tecnologia de ponta", "formular políticas compensatórias que  promovam social e economicamente a comunidade negra" e "apoiar as ações  da iniciativa privada que realizem discriminação positiva". &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;2002&lt;/strong&gt; - no final do governo de Fernando Henrique  Cardoso foi lançado o II Plano Nacional de Direitos Humanos, que  reconhece os males e os efeitos ainda vigentes causados pela escravidão,  então tratada como crime contra a humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;2003&lt;/strong&gt; - o governo de Luiz Inácio Lula da Silva  promulga o decreto que reconhece a competência do Comitê Internacional  para a Eliminação da Discriminação Racial - CERD, para analisar  denúncias de violação de direitos humanos, como previsto no art. 14 da  Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de  Discriminação Racial, de 7 de março de 1966. Também em 2003 é criada a  Secretaria Especial de Política de Promoção da Igualdade Racial - SEPIR  e, subordinada a ela, o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade  Racial - CNPIR, visando apoio não apenas à população negra, mas também a  outros segmentos étnicos da população brasileira, combatendo o racismo,  o preconceito e a discriminação racial, e tendo como meta reduzir as  desigualdades econômica, financeira, social, política e cultural,  envolvendo e coordenando o trabalho conjunto de vários Ministérios.  Nesse mesmo ano também é alterada a Lei 9.394, de 1996, que estabelece  as diretrizes da educação nacional, para, através da Lei 10.639/03,  incluir no currículo dos estabelecimentos de ensino fundamental e médio,  segundo seu artigo 26-A, I, "estudo da História da África e dos  Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o  negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do  povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História  do Brasil."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;2010&lt;/strong&gt; - entra em validade o Estatuto da Igualdade  Racial que, entre outras coisas, define o que é discriminação racial  ("distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em etnia,  descendência ou origem nacional"), desigualdade racial ("situações  injustificadas de diferenciação de acesso e oportunidades em virtude de  etnia, descendência ou origem nacional"), e regula ações referentes às  áreas educacional, de propriedade rural, comunidades quilombolas,  trabalhista, cultural, religiosa, violência policial etc.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; A "caçada" a Caçadas de Pedrinho - Acima estão apenas alguns dos  "melhores momentos" da luta contra o racismo e a desigualdade. Há vários  outros que deixo de fora por não estarem diretamente ligados ao caso.  Eu quis apenas mostrar que o parecer do MEC não é baseado em mero  capricho de um cidadão que se sentiu ofendido pelas passagens racistas  de Caçadas de Pedrinho, mas conta com o respaldo legal, moral e sensível  de ativistas e educadores que há anos estão lutando para estabelecer  políticas que combatam o racismo e promovam a formação não apenas de  alunos, mas de cidadãos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Em junho de 2010, o Sr. Antônio Gomes da Costa Neto (Técnico em  Gestão Educacional da Secretaria do Estado da Educação do Distrito  Federal, mestrando da UnB em  Educação e Políticas Públicas: Gênero,  Raça/Etnia e Juventude, na linha de pesquisa em Educação das Relações  Raciais) encaminhou à SEPPIR denúncia de conteúdo racista no livro  Caçadas de Pedrinho. A SEPPIR, por sua vez, achando a denúncia  procedente, protocolou-a no Conselho Nacional de Educação. Foi  providenciado um parecer técnico, por pedido da Secretaria de Educação  Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD/MEC), realizado pela  técnica Maria Auxiliadora Lopes, que é subcoordenadora de Educação  Quilombola do MEC, e aprovado pelo Diretor de Educação para a  Diversidade, Sr. Armênio Bello Schimdt. O parecer técnico diz assim: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;em&gt;"A obra CAÇADAS DE PEDRINHO só deve ser utilizada no contexto da  educação escolar quando o professor tiver a compreensão dos processos  históricos que geram o racismo no Brasil. Isso não quer dizer que o  fascínio de ouvir e contar histórias devam ser esquecidos; deve, na  verdade, ser estimulado, mas há que se pensar em histórias que valorizem  os diversos segmentos populacionais que formam a sociedade brasileira,  dentre eles, o negro."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  Em outro momento: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;em&gt;"Diante do exposto, conclui-se que as discussões pedagógicas e  políticas e as indagações apresentadas pelo requerente ao analisar o  livro Caçadas de Pedrinho estão de acordo com o contexto atual do Estado  brasileiro, o qual assume a política pública antirracista como uma  política de Estado, baseada na Constituição Federal de 1988, que prevê  no seu artigo 5º, inciso XLII, que a prática do racismo é crime  inafiançável e imprescritível. É nesse contexto que se encontram as  instituições escolares públicas e privadas, as quais, de acordo com a  Lei nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), são  orientadas legalmente, tanto no artigo 26 quanto no artigo 26A (alterado  pelas Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008), a implementarem nos  currículos do Ensino Fundamental e no Ensino Médio o estudo das  contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo  brasileiro, especialmente as matrizes indígena, africana e européia,  assim como a obrigatoriedade do estudo da história e cultura  afro-brasileira e indígena."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Não há censura, boicote ou banimento. O parecer técnico fala sobre  orientação, contextualização, preparo do educador para trabalhar a obra  na sala de aula. Ouvi pessoas bradando contra uma possível nota  acrescentada ao livro, dizendo que isso em si já seria uma mordaça ou um  desrespeito à obra de Lobato. Será que isso valeria também para a nota  existente no livro, alertando as crianças que já não é mais  politicamente correto atirar em onças? É assim: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;em&gt;"Caçadas de Pedrinho teve origem no livro A caçada da onça,  escrito em 1924 por Monteiro Lobato. Mais tarde resolveu ampliar a  história que chegou às livrarias em 1933 com o novo nome. Essa grande  aventura da turma do Sitio do Picapau Amarelo acontece em um tempo em  que os animais silvestres ainda não estavam protegidos pelo Instituto  Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), nem a onça era uma espécie ameaçada  de extinção, como nos dias de hoje." (p. 19).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Não que eu tenha nada contra as coitadas das onças, espécie ameaçada  de extinção, mas será que as crianças não mereceriam também um pouco  mais de consideração? O próprio Lobato, depois de ser acusado de ofender  os camponeses com sua caracterização de Jeca Tatu como o responsável  por sua própria miséria, reconhece o erro e pede desculpas públicas  através do jornal O Estado de São Paulo, escrevendo também o mea-culpa  que passaria a integrar a quarta edição de Urupês, em 1818:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"Eu ignorava que eras assim, meu caro Tatu, por motivo de doenças  tremendas. Está provado que tens no sangue e nas tripas um jardim  zoológico da pior espécie. É essa bicharada cruel que te faz feio,  molenga, inerte. Tens culpa disso? Claro que não". &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o próprio Lobato, nesse caso, levou em consideração o que é  dito em uma de suas frases mais citadas por quem quer demonstrar a  importância dos livros na formação de uma sociedade: "Um país se faz de  homens e livros". Não devemos nos esquecer que, tanto na frase como no  ato citado acima, ele coloca o homem em primeiro lugar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;strong&gt;Outras contextualizações - &lt;/strong&gt;Não é a primeira vez que uma  obra considerada clássica sofre críticas ou até mesmo revisões por  causa de seu conteúdo racista. Aconteceu, por exemplo, com o álbum  "Tintim no Congo", do belga Hergé. Publicadas a partir de 1930, as  tirinhas reunidas nesse álbum contam as histórias de Tintim em um Congo  ocupado pela Bélgica. Por parte de Hergé, a obra foi revisada duas  vezes, a primeira em 1946 e a segunda em 1970, reduzindo o comportamento  paternalista dos belgas e suavizando algumas características mais  caricaturadas dos personagens negros. Para justificá-las, Hergé declarou  que as tiras tinham sido escritas "sob forte influência da época  colonial", chamando-as de seu "pecado da juventude". O álbum revisado é  publicado hoje no Brasil pela Companhia das Letras, a mesma editora de  Caçadas de Pedrinho, e traz a seguinte nota de contextualização:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt; "Neste retrato do Congo Belga, hoje República Democrática do Congo, o  jovem Hermé reproduz as atitudes colonialistas da época. Ele próprio  admitiu que pintou o o povo africano de acordo com os estereótipos  burgueses e paternalistas daquele tempo - uma interpretação que muitos  leitores de hoje podem achar ofensiva. O mesmo se pode dizer do  tratamento que dá à caçada de animais.”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Tintim na França -&lt;/strong&gt; matéria reproduzida da France  Presse e publicada na Folha de São Paulo, em 24/09/2007, conta que o O  Movimento Contra o Racismo e pela Amizade entre os Povos (MRAP), uma das  mais importantes organizações francesas contra o racismo, solicitou à  editora Casterman que incluísse em suas edições de Tintim um alerta  sobre o conteúdo e contra os preconceitos raciais. Outras organizações,  como o Conselho Representante das Associações Negras (CRAN) já tinham se  manifestado contra o álbum anteriormente, chegando a solicitar,  inclusive, que a editora parasse de publicá-lo. Segundo Patrick Lozès,  presidente da CRAN, "os estereótipos sobre os negros são particularmente  numerosos" e "os negros são mostrados como imbecis e até mesmo os  cachorros e os animais falam francês melhor".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Tintim na Inglaterra - &lt;/strong&gt;em julho de 2007, depois de  pronunciamento da Comissão Britânica pela Igualdade das Raças (BCRE),  acusando o álbum de racista, uma das grandes redes de livrarias  Britânicas resolveu passá-lo da prateleira de livros infantis para a  prateleira de livros para adultos, reconhecendo que os congoleses são  tratados como "indígenas selvagens parecidos com macacos e que falam  como imbecis". Alguns anos antes, a editora britânica de Tintim no  Congo, a Egmont, tinha se recusado a editar o álbum, voltando atrás por  pressão de leitores, mas publicando-o com uma tarja de advertência sobre  seu conteúdo ofensivo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Tintim na Bélgica -&lt;/strong&gt; um congolês, estudante da  Universidade Livre de Bruxelas, entrou na justiça belga com  queixa-denúncia e solicitação para que o álbum fosse retirado de  circulação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Tintim nos Estados Unidos - &lt;/strong&gt;o álbum Tintim no Congo  foi retirado das prateleiras da Biblioteca do Brooklyn, em Nova York,  ficando disponível apenas para consulta solicitada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;strong&gt;Adaptações e a integridade de um clássico - &lt;/strong&gt;Creio que  alguns dos que hoje exaltam a genialidade do escritor Monteiro Lobato  podem não tê-lo lido de fato, conhecendo seu universo através das  diversas adaptações de suas obras para a televisão. Esses, com certeza,  conhecem uma versão completamente filtrada do conteúdo dos livros; e  seria interessante ficarem atentos os que reclamam de censura e de  ditadura do politicamente correto. Segundo matéria do Estado de São  Paulo em 01/11/2010, uma parceria entre a produtora Mixer e a Rede Globo  levará ao ar em outubro de 2011 uma temporada em animação de 26  episódios baseada no Sítio do Picapau Amarelo. Em entrevista ao jornal, o  diretor executivo da Mixer contou que "resquícios escravocratas em  referência a Tia Nastácia serão eliminados da versão". Outra mudança,  segundo ele, é em relação ao pó de pirlimpimpim: "No original, eles  aspiravam o pó e 'viajavam'. Na versão dos anos 80, eles jogavam o pó  uns sobre os outros. Ainda não decidimos como será agora".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, desde que foi para a televisão, a obra de Monteiro Lobato  tem sido adaptada, suavizada, contaminada pelo "politicamente correto".  Talvez seja essa a "lembrança" de boa parte dos que dizem não ver  racismo na obra de Lobato. Não seria o caso de brigar para que as  referências racistas sejam mantidas, porque assim os pais também podem  discutir racismo com os filhos que assistem TV Globinho? Ou que o pó de  pirlimpimpim volte a ser cheirado para que as crianças, em contato com  uma possível incitação ao consumo de drogas e sem nenhuma orientação,  descubram por si só que aquilo é errado? Ou é ilegal, como também o é a  adoção no Programa Nacional Biblioteca da Escola de obras que não  obedeçam ao critério de ausência de preconceitos e estereótipos ou  doutrinações. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, o MEC pede apenas um preparo do educador, uma nota  explicativa, uma contextualização. E as pessoas, principalmente as  brancas, dizem que não pode, que é um absurdo, um desrespeito com o  autor. Desrespeito maior é não se colocar no lugar das crianças negras  matriculadas no ensino público médio e fundamental, é não entender que  uma nota explicativa que seja, uma palavrinha condenando o que nela  causa tanta dor, pode não fazer diferença nenhuma na vida de adultos,  brancos, classe média ou alta e crianças matriculadas em escolas  particulares; mas fará uma diferença enorme nas vidas de quem nem é  levado em conta quando se decide sobre o que pode ou não pode ferir seus  sentimentos. Desrespeito é não reconhecer que o racismo nos divide em  dois Brasis; um que se fosse habitado só por brancos (ricos e pobres),  ocuparia o 30º lugar no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), e cairia  para 104º lugar se fosse habitado só por negros (ricos e pobres). Ainda  pretendo escrever um texto sobre manifestações de racismo na escola e  sua influência nos primeiros anos de vida e de educação de brancos e  negros. Mas, por enquanto, para quem chegou até aqui e continua achando  que não há nada demais em expressões como "macaca de carvão", "urubu  fedorento", "beiço", "carne preta", seja nos dias de hoje ou nos dias de  escravidão, deixo apenas uma frase que poderia ter sido dita por outro  personagem negro de Monteiro Lobato: "O vício do cachimbo deixa a boca  torta".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=" color: rgb(255, 102, 0);font-family:arial;" &gt;* Negra, escritora, autora de &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: arial; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Um defeito de cor&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=" color: rgb(255, 102, 0);font-family:arial;" &gt;  em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=" color: rgb(255, 102, 0);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;20 de novembro de 2010 - Dia da Consciência Negra&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:85%;" &gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Texto retirado do blog O Biscoito Fino e a Massa&lt;/span&gt; &lt;a style="font-family: arial;" href="http://www.idelberavelar.com/archives/2010/11/nao_e_sobre_voce_que_devemos_falar_por_ana_maria_goncalves.php#comments"&gt;Clique aqui e leia o original&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-1962687062768948655?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/1962687062768948655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/11/nao-e-sobre-voce-que-devemos-falar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/1962687062768948655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/1962687062768948655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/11/nao-e-sobre-voce-que-devemos-falar.html' title='Não é sobre você que devemos falar'/><author><name>Programa Espelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09336651141216722173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-5194392933829472592</id><published>2010-09-08T16:35:00.007-03:00</published><updated>2010-09-08T19:32:52.495-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escolhas'/><title type='text'>Escolhas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_orvBBdVW_r0/TIgO_EWp59I/AAAAAAAABx8/NFszv2ZKfyI/s1600/laz.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 82px; height: 78px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_orvBBdVW_r0/TIgO_EWp59I/AAAAAAAABx8/NFszv2ZKfyI/s200/laz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514674220378482642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Lázaro&lt;br /&gt;Ramos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sílvio Guindane está nos filmes nacionais que eu gosto. Poderia começar esta coluna também dizendo: gosto de todos os filmes em que o Sílvio Guindane está. Mas preferi começar escrevendo o nome dele, pois há algo de injusto que sempre percebo nas matérias em que são citados os atores que estão bastante presentes nas nossas telas. Entre os Seltons, Riccas, Nachtergaeles, Ramos, Bauraquis, Mouras,  Camilos e tantos outros atores, sempre sinto falta deste ator que me chama atenção a cada trabalho que faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sílvio tem uma precisão na sua interpretação que eu admiro. Muitas vezes, seus personagens têm um olhar generoso sobre a vida ou uma vontade de vencer que faz com que todos nós nos aproximemos deles. Talvez seja isso. Sílvio esta tão próximo de nós que esquecemos de citá-lo. Não esqueçamos mais. Adoro suas escolhas, Silvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta temporada tive o prazer de ver dois projetos com o Silvinho que muito dizem sobre escolhas acertadas e novas possibilidades para o nosso cinema “Bróder” e “5x Favela, agora por nós mesmos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bróder” do competente diretor Jeferson De, esteve em Berlim e arrebatou vários prêmios em Gramado. Logo logo vocês poderão lotar as salas de cinema para conferir esta história de três amigos unidos pelo local de origem e separado pelas escolhas/possibilidades que a vida lhes ofereceu. Com uma direção apurada e elenco afinado, para mim “Bróder”, por ter um olhar de alguém que percebeu a periferia como se fosse uma tatuagem no seu corpo se torna um filme fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Jeferson me mostrou o filme e me pediu uma opinião sobre qual deveria ser o final, pois ele tinha filmado dois, eu estava tão encantado com tudo que vi, que nem sei se o ajudei na sua escolha, tudo o que queria dizer era: Até a figuração é precisa: cada um que aparece na tela conta uma pequena história. Que bom você ter feito com que cada um que aparece tenha uma identidade bem marcada e não seja apenas um “sem número” de pessoas, que, por vezes, aparece em filmes que se passam na periferia e são apenas um número e não pessoas que amam, sofrem e desejam como todos somos. E isso foi só o que disse sobre a figuração!&lt;br /&gt;E, mas uma vez Sílvio esta lá. Uma escolha das mais acertadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra bela escolha também é o “5x Favela, agora por nós mesmos”. Uma escolha do Sílvio, uma  importante escolha do Cacá Diegues e Renata Magalhães  em produzir as histórias desta turma que veio para ficar e espero que seja a sua escolha também na próxima ida ao cinema. Esses cineastas que participam do filme para mim não são nenhuma surpresa. Acho que o que faltava era um investimento e um passo além no que diz respeito às escolhas de quais filmes produzir. Trabalho há cinco anos com alguns profissionais do audiovisual saídos da CUFA – Central Única das Favelas e desde sempre eles tem sido uma peça fundamental no programa que apresento no Canal Brasil, poderia falar horas sobre isso, mas escolho contar uma história simbólica: Há três anos durante a escolha das pautas decidimos que além de participar da captação das imagens, daríamos a eles a tarefa de responder a seguinte pergunta: Se vocês tiverem 25 minutos na televisão, quais programas gostariam de fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias idéias apareceram: Surf, culinária, dança… No meio das propostas, a que acabou sendo realizada foi uma que veio com esta frase: Por que é que sempre alguém de fora da comunidade vem aqui pra falar da gente? Nós abrimos nossas casas, falamos das nossas vidas… Por que é que nós não fazemos o contrario? Por que não fazer um programa sobre como é a vida de quem é rico, usando as mesmas técnicas que são usadas para fazer o que fazem na favela? E fizeram. O programa se chamou “Dois fins de semana na Zona Sul”. Foi um programa muito interessante e um aprendizado para todos nós sobre o que significa ver alguém mais de perto. Foi um passo fundamental para nossa história. Até libertador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme 5x Favela, ao assistir percebi um exercício do olhar cinematográfico riquíssimo. A diversidade e a qualidade que contem nessas cinco histórias nos fazem viajar. Torcemos para que tudo dê certo na história dirigida por Manaíra Carneiro e Wagner Novais; sorrimos e aprendemos com a de Cacau Amaral e Rodrigo Felha; a garganta fica apertada com  o que nos conta o Luciano Vidigal;  compreendemos códigos pelos olhos de Cadu Barcellos e queremos participar dessa turma na parte final dirigida por Luciana Bezerra. Aliás além de bons diretores, o elenco é afiadíssimo, todos estão muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom Cacá ter escolhido produzi-los, que bom essa turma ter escolhido o cinema para se expressar, que bom o público estar escolhendo assistir ao filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um passo foi dado. Torço agora para que os mecanismos de patrocínio escolham também os projetos propostos por essa turma. Eles também sabem administrar verbas e produzir arte da melhor qualidade sem intermediários. Um amigo certa vez me disse: você já notou que foram feitos vários filmes sobre pessoas que estão à margem, mas, estes que estão a margem não conseguem patrocínio quando são os proponentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refleti sobre isso e vejo que a Luz Mágica Produções Audiovisuais enquanto produtora abriu uma porta importantíssima. Sei da batalha de anos que Cacá teve para conseguir viabilizar o filme. Que vitória! Parabéns Cacá, Renata, toda a equipe e atores do 5x Favela e só para encerrar como comecei. Parabéns Sílvio Guindane!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-5194392933829472592?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/5194392933829472592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/09/escolhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/5194392933829472592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/5194392933829472592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/09/escolhas.html' title='Escolhas'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_orvBBdVW_r0/TIgO_EWp59I/AAAAAAAABx8/NFszv2ZKfyI/s72-c/laz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-6009941718442040017</id><published>2010-08-02T00:45:00.002-03:00</published><updated>2010-08-02T00:51:36.265-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De olho no Espelho'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De olho no Espelho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Temátcas abrangentes, sócio-culturais e com um tempero bem brasileiro&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 102, 0);" onblur="try  {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img688.imageshack.us/img688/9562/imagemusg.jpg"&gt;&lt;img src="http://img688.imageshack.us/img688/9562/imagemusg.jpg" align="left" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Belisa&lt;br /&gt;Monteiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Parabenizo a toda equipe do programa Espelho pelos cem programas no ar e também pelo comprometimento com o telespectador ao levar uma programação de qualidade que estimule à reflexão e o exercício da cidadania. E utilizar a TV como meio de propagar tais idéias é uma grande iniciativa seja pelo poder da imagem ao cativar às pessoas, seja pela abrangência da “telinha” que está presente em grande parte dos lares brasileiros independente de etnia, credo, religião ou gênero.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;       Certa vez, eu li no blog do programa uma frase genial de Lázaro [Ramos]: “o mundo esta aí para ser explorado. As barreiras têm que ser quebradas”. Creio que, se tratando de Brasil [ou, talvez, em qualquer lugar do mundo] várias barreiras tem que ser quebradas: a do preconceito [que partem de pré-conceitos] a da intolerância, da discriminação, dos conflitos...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A história de nosso país e as manchetes dos jornais (que não deixam de ser a própria história do presente) estão aí como prova. Basta conferir os resgistros nos livros, na internet ou até mesmo em uma conversa informal com nossos avós. Afinal os problemas presentes são ramificações das raízes de todo um contexto passado. Porém, mesmo diante de tantos acontecimentos negativos que acontecem no mundo lá fora ainda resta esperança. Essa não morre nunca e, ainda parafraseando nosso querido apresentador, cada pessoa pode criar sua rede de proteção, mesmo se não existir uma no fundo do poço.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;       E é assim que enxergo e olho para esse programa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Uma forma de dar visibilidade a estórias de pessoas que fazem e fizeram história. Assim, a telinha se torna literalmente um espelho. Afinal ela reflete os ideais e perspectivas de quem está aí do outro lado : os entrevistados, o apresentador, os produtores. E não haveria melhor maneira de conectar os dois lados do espelho (equipe do programa e telespectadores) através dessa rede que extrapola fronteiras, a internet.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Façamos então uma rede(não apenas tecnológica, mas simbólica) em prol da alteridade e do diálogo...Afinal cada indivíduo é único e reflete sua própria luz enriquecendo de identidade uma pluralidade de rostos, gostos e culturas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Abraço carinhoso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;(De quem está do outro lado do espelho, porém de olho nele. Sempre)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Belisa Monteiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-6009941718442040017?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/6009941718442040017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/08/de-olho-no-espelho-tematcas-abrangentes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/6009941718442040017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/6009941718442040017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/08/de-olho-no-espelho-tematcas-abrangentes.html' title=''/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-2265125988915002339</id><published>2010-07-23T23:23:00.009-03:00</published><updated>2010-09-08T19:45:55.154-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A fotografia e sua relação com a arte na Era digital'/><title type='text'>A fotografia e sua relação com a arte na Era digital</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 102, 0);" onblur="try  {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img529.imageshack.us/img529/9914/pf2f.jpg"&gt;&lt;img style="width: 82px; height: 82px;" src="http://img340.imageshack.us/img340/8910/pf3k.jpg" align="left" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Paula&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Fanon&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;“Documento absoluto de verdade, reprodução  exata  da realidade. Talvez para  um olhar  desatento, a  fotografia tenha única e absolutamente estes  papéis. Já um olhar  observador   vai mais  longe: questiona  a própria  existência  da fotografia, discute  a sua  importância como aparelho reprodutor  de ideologia”.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Barthes, R.A câmera  Clara.Rio  de Janeiro, Nova  Fronteira ,1980.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal que sensação experimentamos quando visitamos uma  exposição   fotográfica ? Como  surgiu a  fotografia ? Será  a  fotografia    uma   visão subjetiva  do  mundo  e   com  o  advento  das  novas  tecnologias  como diferenciar   o que  é  arte  do que  não é  arte ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo  dia,    fui  a  uma   loja de equipamentos   eletrônicos e  comprei uma maquina  digital  motivada    por  um     sentimento   de registrar  e   comunicar  idéias  através   da  imagem. Então comecei a   fotografar   pontos   turísticos  e lugares  que   considero  interessante na  minha  cidade .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando  chegava  em  casa  para   descarregar  as  fotos  no computador e contemplar as  imagens, ficava  refletindo sobre  o que é fotografia . Está arte  tão antiga  e  tão  importante   para  a  preservação  da  memória  histórica  de   uma  sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o livro "O que  é  Fotografia"   da  editora  brasiliense, coleção  primeiros  passos,   não   se  tem  uma    definição  exata  para  a    fotografia  pois  ela  surgi  a partir de experimentos  entre  1826 e  1835  na   Europa  com  os franceses  Joseph Nicéphore e Daguerre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre visitei  exposições   fotográficas  mas    com  um    olhar apenas   estético. Só  com  o   tempo  despertei  para  uma  leitura ideológica e  subjetiva   da  mensagem  fotográfica. Penso que esta leitura é de suma  importância na atualidade pois o excesso  de máquinas  digitais e  outros  aparelhos  tecnológicos   a  exemplo  do  celular e  programas  de  manipulação como Photoshop aumentaram  consideravelmente  o contato  com a  fotografia  e , podemos  afirmar, que  estamos  na  era   da  fase imagética   porque imagem  também   é texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  Roland Barthes   que  o diga !  Em  seu  livro A Câmera Clara   de  1980  este   semiólogo   Francês  questiona  sobre  a     relação     da  fotografia  com a   linguagem   e sua   existência  na  sociedade   provocando o leitor  com  sua   reflexão.&lt;br /&gt;Pensamento   que  nos  ajuda  a   compreender  o  mundo  moderno, em  tempos de  páginas de relacionamentos como orkut, facebook, twitter, blogs,   fliker, Fotoblogs e   muitas   outras home pages  que     fazem  parte  do  cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com   tantas  opções  no  espaço  virtual, temos   hoje  um número  significativo de fotógrafos amadores o  que   não    impede de  lermos   livros  sobre  fotografia, visitar   exposições   fotográficas  e  contemplar  as   obras   de arte .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a arte ? Como ficou  a  fotografia artística  após o advento  das   novas  tecnologias? Acredito que as novas   tecnologias   contribuem  com o   aprimoramento  das  técnicas   dos  artistas  que vêem na  fotografia  a  possibilidade  de   recriar  o mundo,  e  falar   com  o público através  da   imagem  porque fotografar envolve: intenção, sensibilidade, contexto  histórico, político, social e  são  as   leituras   das  imagens  capturadas  por: Pierre Verger, Mário  Cravo, Christian  Cravo , Sebastião Salgado ,Sérgio Guerra , Marcelo  Reis, Alberto Lima e Paulo  Munhoz. Cito  alguns   fotógrafos  conhecidos  internacionalmente   para   ilustrar,  que   fazem  da  fotografia uma   arte   que   não  se  resume  apenas  á  estética   mas  a uma   linguagem que  se  constitui a  partir   de  uma  identidade peculiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para  finalizar,   agora  que   vocês  já   sabem  um pouco   sobre   fotografia   mas   do  que   fazer   o clique  é   preciso  questionar  sobre as   transformações do  universo  fotográfico  na  era  digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Visitem: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;www.confoto.art.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;www.focusfoto.com.br&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;            &lt;br /&gt;www.casadaphotographia.art.br&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-2265125988915002339?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/2265125988915002339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/07/fotografia-e-sua-relacao-com-arte-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/2265125988915002339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/2265125988915002339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/07/fotografia-e-sua-relacao-com-arte-na.html' title='A fotografia e sua relação com a arte na Era digital'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-2556653950369199772</id><published>2010-07-18T01:56:00.004-03:00</published><updated>2010-09-08T16:47:19.255-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotas Raciais: um direito'/><title type='text'>Cotas Raciais: um direito</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Cristina Lopes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há sete anos, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a  Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) foram pioneiras na  adoção de cotas raciais e sociais para o preenchimento de parte das  vagas da graduação. De lá pra cá, muito se questionou: melhorar as  escolas públicas não seria uma forma de corrigir as desigualdades no  acesso à educação superior? Esse tipo de medida provoca queda na  qualidade do ensino? Cria preconceito e discriminação racial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt; A identidade nacional brasileira tem sido construída sob o mito da  democracia racial. O que seria esse mito? A idéia de nação de que todas  as raças viveriam em harmonia, sem conflitos ou segregações, diferente  do que ocorreu, por exemplo, nos Estados Unidos e na África do Sul, leva  a crer que a ascensão social de afrodescendentes não é limitada por  barreira racial, fazendo com que as reivindicações de movimentos sociais  e políticas públicas específicas pareçam absurdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Disparidades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, se analisarmos dados relativos à educação e saúde públicas,  perceberemos que negros(as) têm atendimento diferenciado e pior. Nos  atendimentos realizados pelo SUS, as mulheres negras (pretas e pardas)  recebem menos anestesia no parto normal do que as brancas; estudantes  negros(as) têm rendimento escolar inferior ao de alunos(as) brancos(as),  não importando a renda familiar ou escolaridade de pais e mães, pois  são afetados(as) por diversos mecanismos de discriminação racial na  escola (desde as relações entre colegas e professor-aluno, até o  material didático e as práticas pedagógicas aplicadas). No mercado de  trabalho não é diferente. Pessoas negras com a mesma escolaridade,  desempenhando as mesmas funções, recebem menos do que colegas de  trabalho brancos. Em outras palavras, esses exemplos são reflexos do que  chamamos de racismo estrutural, presente nas percepções e ações  cotidianas das pessoas e, conseqüentemente, nas instituições nas quais  elas atuam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta por educação de qualidade para a população afrodescendente já é  antiga por parte de organizações do movimento negro e de outras  entidades que atuam na luta anti-racista. As cotas raciais são uma  modalidade de ação afirmativa que têm como objetivo minimizar os efeitos  discriminatórios sobre um segmento específico da população. Devem ser  percebidas como um direito, e não como algo que busca ajudar estudantes  não-capacitados(as) a entrar nas universidades. Esse argumento caiu por  terra após análises de diferentes universidades brasileiras terem  constatado que o rendimento de cotistas, na maioria dos cursos, é igual  ou melhor do que de alunos(as) não-cotistas. Outro fator que precisa ser  ressaltado é que estudantes têm que passar na primeira fase do concurso  para, só na fase seguinte, concorrerem como cotistas. A melhoria do  sistema público de ensino é fundamental, mas não podemos propor que, por  mais 10 ou 15 anos, jovens negros(as) sejam prejudicados(as).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grandes meios de comunicação também têm sua parcela de  responsabilidade, pois tratam a questão das cotas de forma parcial,  mostrando, quase categoricamente, apenas motivos para sermos  contrários(as) a elas. A divulgação de diferentes opiniões é o que  garante uma difusão democrática e ética da informação. Podemos observar  que muitos(as) jovens em debates sobre cotas raciais se opõem a tal  política mais por repetição dos argumentos que ouvem e lêem na grande  mídia do que por acreditarem, de fato, na ineficiência da política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cotas – especialmente as raciais – são uma conquista de diversos  setores da sociedade civil organizada, especialmente dos movimentos de  pré-vestibulares comunitários e de entidades do movimento negro. A  sociedade civil organizada tem demonstrado seu descontentamento com a  possibilidade de suspensão das cotas raciais em atos públicos, como os  que aconteceram em maio de 2009, na Uerj – organizado por coletivos e  organizações de jovens negros e negras –, na Assembleia Legislativa do  Rio de Janeiro com a participação de alunos(as) e professores(as) do  Educafro, ou como o protesto de representantes do Movimento dos Sem  Universidade, em Brasília, que "encenou" uma batida policial. Essas  atividades são nítidas demonstrações do apoio da sociedade à política de  cotas. Mais recentemente destaca-se a campanha “Afirme-se”, organizada  pela ONG Omi-Dùdú com apoio do Fundo Bradil de Direitos Humanos e várias  outras instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Supremo Tribunal Federal também ouviu, entre os dias 3 e 5 de março de  2010, vários setores do governo e da sociedade civil apresentar  argumentos a favor e contra as cotas raciais a fim de obter mais dados  para julgar a constitucionalidade das cotas na Universidade de Brasília –  que deve orientar decisões em processos similares, caso venham a  existir, para outras universidades brasileiras. Esta semana, uma das  maiores instituições de ensino superior do país, a Universidade Federal  do Rio de Rio de Janeiro (UFRJ), vive a expectativa de votar no seu  Conselho Universitário uma proposta de ação afirmativa – ainda sem  difinição de porcentagem  para a reserva de vagas ou perfil de estudante  (oriundo(a) de escola pública, negro(a), etc...) ao qual a política  seria direcionada. Ainda assim, a adoção das cotas raciais pela UFRJ  representaria um rande avanço na democratização do acesso ao ensino  superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O racismo está presente em nossa sociedade e não podemos responsabilizar  as cotas pelo surgimento ou estímulo de conflitos raciais. As cotas têm  um papel que vai além da promoção do ingresso de uma população  específica à universidade. Elas suscitam o debate sobre a questão racial  no Brasil como temos visto ultimamente em diversos setores (governo,  academia, sociedade civil em geral). Questionam a diversidade nas  instituições de ensino, fundamentais para a formação dos indivíduos.  Fazem refletir sobre o passado escravocrata e suas heranças que geram  grosseiras disparidades entre brancos(as) e negros(as) no país. Convidam  a repensar antigos preconceitos e estereótipos, o que incomoda e torna a  questão polêmica, mas não menos necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;*Pesquisadora do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas –  Ibase (www.ibase.br)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 102, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-2556653950369199772?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/2556653950369199772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/07/c-otas-raciais-um-direito-por-cristina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/2556653950369199772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/2556653950369199772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/07/c-otas-raciais-um-direito-por-cristina.html' title='Cotas Raciais: um direito'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-4004396550676560891</id><published>2010-06-02T19:38:00.007-03:00</published><updated>2010-09-08T16:48:02.952-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotas'/><title type='text'>Cotas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 102, 0);" onblur="try   {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img192.imageshack.us/img192/5220/dsc06778m.jpg"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;img style="width: 64px; height: 81px;" src="http://www.casacinepoa.com.br/images/blog/jorge_blog_interno.jpg" align="left" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Jorge&lt;br /&gt;Furtado&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Me recomendaram uma comédia, “Se beber, não case”, nem terminei de assistir, não achei graça nenhuma. Compare com “Fandango” (1985), ótimo filme de Kevin Reynolds, exatamente com os mesmos personagens e a mesma história, e veja como o cinema americano virou, em tão pouco tempo, uma besteirada para adultos infantilizados, onde quase só o que presta são os filmes feitos para crianças de verdade, como “Up”, “Os Monstros”, “Vida de Inseto” e “Toy Story”. Tá bem, e o Woody Allen. (E o Scorcese, o Sam Mendes...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em compensação, rolei de rir vendo a audiência pública promovida pelo STF (parabéns ao STF!), durante o depoimento do professor Ibsen Noronha, uma perturbadora caricatura viva do professor pernóstico e reacionário, lendo (mal) um texto banalíssimo, temperado de citações em latim e francês, argumentando contra o sistema de cotas nas universidades. O escovado rábula (sujeito esperto mas que fala muito e não chega às conclusões do seu arrazoado) é do tempo em que erudição era achar três sinônimos para cada palavra e, como bem anotou o Marquês de Rabicó, “salpicar citações no texto como óregano na pizza”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele só diz besteira, mas que ênfases! Argumenta que muitos negros no Brasil, já no século 19, tornaram-se juízes, “a chamada ‘noblesse de robe”, e até mesmo “índios foram juízes”! Veja só! (40:37: “Isto é pouco conhecido”, diz o professor, com ensaiado descaso, não perdendo mais tempo em informar à plebe sobre seus altos estudos na Universidade de Coimbra, “aquela veneranda instituição”).  Quando parece que vai dizer algo... manda reticências e não diz nada. Calado, é um sábio. Minimiza a escravidão no Brasil: quando da abolição (1888), “apenas 5% da população brasileira era de escravos”. Parece que ele acha pouco. Sustenta firmemente que a escravidão de negros por outros negros, na África, hoje, nos faz pensar que... ele não diz. Nem precisa. Pronuncia a palavra “ideologia” com evidente nojo, embora a sua própria ideologia, direita tacanha padrão, seja cristalina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não está a fim de perder tempo com pachecadas (isto é, bertoldices, calinadas, ébias), vá direto à parte mais engraçada, aos 47:40, quando o tempo dele termina, exatamente quando iria nos brindar com sua sábia conclusão, e o som do microfone é cortado. A moça que, no canto do vídeo, traduz a fala para a linguagem dos sinais, fica sem saber o que fazer. Os ministros não prestam atenção e o sujeito fala sem som por algum tempo. A imagem da moça dos sinais some e volta, ela dá de ombros, não tem o que fazer, cara de tédio, a imagem some outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar o quadro da dor, o professor ainda teve a petulância de, durante sua douta prédica, chamar a atenção dos ministros, que pareciam não ouvir suas parvoíces. (43:06: “Não consigo falar quando falam, aos meus alunos eu chamo sempre atenção”).  Ao terminar sua fala muda e descer da tribuna, foi advertido pelo Ministro Ricardo Lewandowski, que repudiou seus “modos” na corte. Ele ainda quis bater boca (49:20), mas o Ministro, que não é aluno do tal professor, não lhe deu a palavra e, de forma bastante enérgica, lhe mandou, duas vezes, que se sentasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nTMnaDQ5TXM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nTMnaDQ5TXM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="385" width="480"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;O assunto das cotas é polêmico, mas o fato do professor Ibsen Noronha e do senador Demóstenes Torres serem contra foram, para mim um argumento definitivo: sou a favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para recuperar a fé na espécie humana, assista, inteira, a fala do prof. Luiz Felipe de Alencastro.  O prof. Alencastro fala como gente normal e é responsável pela cadeira de História do Brasil na Sorbonne e autor de “Trato dos Viventes”, sobre o tráfico negreiro. Mais um ponto a favor das cotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/T8Cvi4BeVfI&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xd0d0d0&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/T8Cvi4BeVfI&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xd0d0d0&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" height="385" width="480"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Muita gente argumenta, com razão, que a discriminação no Brasil é contra os pobres em geral e não só contra os negros. E que tal se fosse criada TAMBÉM uma cota para estudantes das escolas públicas? Ah, já existe? Então, próximo assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Artigo retirado do&lt;a style="text-decoration: none; color: rgb(255, 102, 0);" href="http://contardocalligaris.blogspot.com/"&gt;   Site &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;a href="http://www.casacinepoa.com.br/"&gt;Casa Cine Poa&lt;/a&gt;. Visite!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-4004396550676560891?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/4004396550676560891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/06/c-otas-por-jorge-furtado-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/4004396550676560891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/4004396550676560891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/06/c-otas-por-jorge-furtado-me.html' title='Cotas'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-8962372828214846579</id><published>2010-05-20T07:03:00.005-03:00</published><updated>2010-09-08T19:42:25.719-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lima Barreto o escritor imortal'/><title type='text'>Lima Barreto, o escritor imortal</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-family:arial;" &gt;O  13 de Maio, o pré-modernismo e a literatura combativa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 102, 0);" href="http://img529.imageshack.us/img529/9914/pf2f.jpg"&gt;&lt;img style="width: 82px; height: 82px;" src="http://img340.imageshack.us/img340/8910/pf3k.jpg" align="left" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Paula&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Fanon&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dia 13 de maio de 1888 foi assinada pela princesa Isabel, a Lei Áurea. A partir daquele dia "aboliu-se a escravidão no Brasil?. Logo após a assinatura da lei tudo ficou bem no país e os chamados ex-escravos ficaram livres para sempre, como um conto das mil e uma noites muitos pensaram que seria desta forma que iríamos reagir nesta data, que nós iríamos aceitar passivamente sem questionar sobre este projeto forjado e excludente ao qual homens e mulheres negros e negras não se submeteram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época abolicionistas que de fato não tinham interesse pela real libertação do povo negro, queimaram registros históricos dos nossos ancestrais, a exemplo de Rui Barbosa e esqueceram de dar destaque a nomes importantes na luta abolicionista como André Rebouças, Luis Gama dentre outros(as).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta mesma data no ano de 1881 na cidade do Rio de Janeiro nasce um combatente do movimento pré-modernista brasileiro, Afonso Henrique de Lima Barreto. Filho de um tipógrafo da Imprensa Nacional e de uma professora pública, foi iniciado nos estudos pela própria mãe, que veio a falecer quando ele tinha apenas 7 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez seus primeiros estudos e pela mão de seu padrinho de batismo, o Visconde de Ouro Preto, ministro do Império, completou-os no Ginásio Nacional (Pedro II), entrando em 1897 para a Escola politécnica, pretendendo ser engenheiro. Teve, porém, de abandonar o curso para assumir a chefia e o sustento da família, devido ao enlouquecimento do pai, em 1902, almoxarife da Colônia de Alienados da Ilha do Governador. Nesse mesmo ano, estréia na imprensa estudantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor publicou importantes obras como: A Nova Califórnia, Bruzudangas, Clara dos Anjos, O Cemitério dos Vivos, O Homem que sabia javanês, Recordações do escrivão Isaias Caminhas, Triste Fim de Policarpo Quaresma , O Subterrâneo do Morro do Castelo, além de diversos contos, crônicas e correspondências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lima Barreto desde muito cedo sabia que o racismo seria uma das barreiras que iria encontrar na sua trajetória de vida, tanto pessoal quanto profissional. "Eu sou Afonso Henrique de Lima Barreto. Tenho vinte e dois anos. Sou filho legitimo de João Henrique de Lima Barreto. Fui aluno da escola Politécnica. No futuro escreverei a história da escravidão negra no Brasil e sua influência na nossa nacionalidade".(Diário intimo p.33)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com todas os obstáculos encontrado, o escritor não recuou e decidiu fazer do código escrito, através da literatura, um instrumento de denúncia e posicionamento sobre o racismo e a falsa idéia do projeto de modernização na sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porta voz do povo negro Lima Barreto abordava de forma crítica nas suas obras, questões ligadas a movimentos históricos, relações sociais e raciais, transformações políticas, sociais, econômicas e culturais, ao cotidiano urbano e suburbano dentre outros temas.Talvez essa seja a explicação que gerou a recusa da indicação do seu nome para ser membro da Academia Brasileira de Letras .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o escritor sabia da missão da literatura enquanto representação de um momento histórico social e da relevância da sua atividade intelectual. "A minha atividade excede em cada minuto o instante presente, estende-se ao futuro. Eu consumo a minha energia sem recear que esse consumo seja uma perda estéril, imponho-me privações, contando que o futuro as resgatará- e sigo o meu caminho". (Lima Barreto, O destino da literatura)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 13 de maio de 2010 dia nacional de denúncia contra o racismo, reverenciamos a todos os(as) pretos(as) velhos(as), relembramos a importância de Lima Barreto e demais negros e negras que pagaram o preço da resistência com as suas próprias vidas para que hoje possamos andar de cabeça erguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma não entrarmos pela porta do fundo, pelo elevador de serviço, sentarmos na segunda classe, não incorporarmos os estereótipos, não aceitarmos passivamente a humilhação policial e dos meios de comunicação. Cobrarmos educação pública de qualidade, não desenvolvermos atividades subalternas, exigirmos constantemente nossos direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que nos tornamos os/as protagonistas da nossa história e não silenciaremos jamais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-8962372828214846579?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/8962372828214846579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/05/lima-barreto-o-escritor-imortal-o-13-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/8962372828214846579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/8962372828214846579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/05/lima-barreto-o-escritor-imortal-o-13-de.html' title='Lima Barreto, o escritor imortal'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-3020766880141448728</id><published>2010-05-13T14:38:00.006-03:00</published><updated>2010-05-20T07:08:16.066-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalista quer mudar Lei Aurea para indenizar proprietários'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Jornalista quer mudar Lei Áurea para indenizar proprietários&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;postado por Paulo Rogério em 30 de Abril de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Rio - A proposta bizarra de mudança da Lei  Áurea, para permitir a indenização em dinheiro dos antigos  proprietários de escravos por que teriam sido “lesados no seu direito  de posse”, apresentada à Comissão de Legislação Participativa da  Câmara dos Deputados, tem autor com nome e sobrenome: trata-se do  jornalista carioca Eduardo Banks - MTb 31.111/RJ – o mentor da idéia  que tomou forma por meio da Associação que leva o seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  proposta foi rejeitada – sem discussão - pelo deputado Paulo Pimenta, do  PT, com base no Regimento Interno da Casa, sob um argumento que, na prática,  nega a evidência histórica de que a escravidão foi um negócio do  Estado brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não há possibilidade nenhuma de caracterizar o  ser humano que realizava trabalhos forçados, em situações  deploráveis, na condição de escravo como propriedade protegida por  lei. Dessa forma, a proposta não será discutida no âmbito desta  Casa”, disse Pimenta, parecendo ignorar&lt;br /&gt;que o tráfico e o comércio  eram negócios regidos por Leis do Estado, como a Lei dos Sexagenários  (Lei Saraiva/Cotegipe - 3270 de 1.885) que fixava preços dos  escravos em valores, sempre 25% menores para as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta  sexta-feira, Afropress localizou, no Rio, o jornalista autor da proposta  bizarra, para quem “os negros que aproveitem a liberdade prevista na  Lei, porém, o Estado deve pagar a conta”. O argumento é o mesmo  defendido por fazendeiros nos meses que antecederam à Abolição e&lt;br /&gt;ressurge  depois de 122 anos de vigência da Lei Áurea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Movimento pela  reparação negra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 90 ganhou força o Movimento pelas  Reparações dos Afrodescendentes (MPR), que teve entre os seus líderes  o jornalista baiano Fernando Conceição. O movimento propunha que o  Governo indenizasse os 70 milhões de afrodescendentes brasileiros  pelo crime dos 350 anos de escravidão. Cada um receberia R$ 102 mil  reais, à época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrava-se que os judeus foram indenizados em  milhões de dólares pela Alemanha por terem sobrevivido a sete anos  sob o nazismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Queima dos arquivos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento para  indenizar fazendeiros e senhores de escravos teria sido, segundo os  defensores do então ministro da Fazenda, Rui Barbosa, em 1.891, já na  República, o motivo determinante para a queima dos arquivos da  escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nada tenho contra os direitos dos negros. Quero  apenas o reconhecimento dos direitos dos proprietários. O Estado de  S. Paulo, por exemplo, foi arruinado pela Lei Áurea, porque ela  aconteceu exatamente no período da colheita do café. Houve um  prejuízo enorme dos produtores de café de S. Paulo. Seria a mesma  coisa hoje que o Governo mandar queimar todas as plantações de soja”,  afirmou Banks, por telefone, com ar sério de quem pretende recolocar  o tema no debate  público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele protestou contra a decisão de  Pimenta de arquivar a proposta sem debate na Comissão e disse que  insistirá na defesa da idéia. “Não nos foi dado o direito sequer de  tentar defender nosso ponto de vista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Associação&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banks é o  idealizador da insólita Associação que leva o seu próprio nome  responsável pela apresentação da proposta em nome de Waldemar Annunciação  Borges de Medeiros, que ocupa a presidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma  associação civil, sem fins lucrativos, com inscrição no Registro  Civil de Pessoas Jurídicas do Rio de Janeiro, sob o número 227.020 e  inscrita no CNPJ sob o nº 09.296.442/0001-00 e sede provisória na  capital carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, o quadro social da entidade – que  funciona numa antiga casa no espólio do avô – tem composição  pluralista, com pessoas de todas as religiões. “O atual presidente é  umbandista, assim como outros cinco fundadores. Há católicos, um  adventista do sétimo dia, um kardecista e também um Rosa Cruz”,  acrescentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Projeto de Lei&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definindo-se como  “técnicamente católico (batizado e crismado”, “Niilista positivo e  Ativo e discípulo de Nietzsche – o filósofo alemão Friedrich Wilhelm  Nietzsche (844-1900) – Banks disse que vai insistir na proposta e vai  procurar outros deputados componentes da CLP e pedir que recorram ao  plenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se não obtivermos resultado por essa via, procuraremos  algum deputado federal ou senador que aceite encampar a iniciativa, e  aprsente em nome próprio o mesmo texto, na forma de Projeto de Lei  Ordinária perante alguma das Casas Legislativas do Congresso  Nacional”, finalizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Afropress&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-3020766880141448728?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/3020766880141448728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/05/jornalista-quer-mudar-lei-aurea-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/3020766880141448728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/3020766880141448728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/05/jornalista-quer-mudar-lei-aurea-para.html' title=''/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-3450686480766951619</id><published>2010-05-08T17:38:00.011-03:00</published><updated>2010-09-08T19:55:04.833-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='É bom ser mãe. Desde que seu filho esteja vivo'/><title type='text'>É bom ser mãe. Desde que seu filho esteja vivo!</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;img style="width: 69px; height: 80px;" src="http://img293.imageshack.us/img293/1586/maraazevedoespelho.jpg" align="left" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Maíra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Azevedo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mãe é tudo igual! Quem nunca ouviu essa expressão? Mas agora que faço  parte deste conjunto, sei o quanto essa frase é falsa. E não é apenas  por causa das diferenças sociais ou culturais. E digo isso com  propriedade de uma mulher negra, que pariu uma criança negra em uma  sociedade racista, como o Brasil. Toda mãe pede em suas preces, seja  para qual deus for, que seus filhos estejam em segurança. A mãe negra  não. Ela pede ao seu deus, que seu filho não seja abordado pela  segurança de qualquer lugar e entre para as estatísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estatísticas essas, que nos acompanham desde cedo. Pesquisas do Núcleo  de Estudos de População da Universidade Estadual de Campinas –  NEP/UNICAMP identificaram uma diferença sistemática na mortalidade de  crianças menores de um ano. Os estudos constataram que houve no Brasil  uma redução nos níveis das taxas de mortalidade infantil, entre a década  de 70 e fim dos anos 90. Porém, ao introduzir na análise o quesito  raça/cor declarada pelas mães, observou-se que a redução se deu de forma  desigual entre as raças. Enquanto o índice de mortalidade das crianças  declaradas brancas foi reduzido em 43%, os números das crianças  declaradas negras foi sensivelmente menor, apenas 25%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E quando consegue a façanha de sobreviver, tem em frente um novo  desafio. Manter-se vivo. Tudo bem, eu sei que o destino de todos nós é a  morte. Todos, independente de cor. Mas, para nós negros esse destino  sempre tenta chegar mais cedo. Sei que pode parecer mórbido escrever  sobre isso quando se aproxima o dia das mães, uma data que as lojas  capitalistas aproveitam para nos entupir com suas quinquilharias e com  isso fazer com que a gente concorde que ser mãe é bom. É bom mesmo,  aliás não maravilhoso, mas quando temos o nosso filho perto da gente e  nem precisa trazer presente. Mas essa é uma realidade que nós mulheres  negras, que tivemos a ousadia de parir, cada vez mais não temos. Mórbido  mesmo é rezar o tempo todo para o filho não ser vítima de uma chacina,  não ser apontado como um provável marginal e ter que ir ao Instituto  Médico Legal para reconhecer os restos mortais, porque nem sempre nos  resta o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sei que muitos vão afirmar, que essa dor não é um “privilégio” apenas  nosso, das mulheres negras, e que a dor de uma mãe que perdeu um filho,  seja por qual motivo for é insuperável. E eu digo categoricamente que  concordo. Aí sim, na dor somos muito parecidos, mas também sofremos de  forma diferente e em posições distintas, cada uma no seu quadrado. E  olhe que digo isso, apenas como uma jovem e nova mãe. Meu filho é um  sobrevivente das estatísticas, tem um ano e 11 meses. Mas, desde já, o  meu maior medo é que algum dia a polícia ou um grupo de extermínio  execute o aborto que eu não tive coragem de realizar. E os episódios não  aconteçam na ordem natural. Pois o maior presente para uma mãe é  acreditar que não terá que enterrar um ser que ela pariu. É bom ser mãe,  né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Maíra Azevedo é jornalista e militante da União de Negros pela Igualdade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-3450686480766951619?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/3450686480766951619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/05/e-bom-ser-mae.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/3450686480766951619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/3450686480766951619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/05/e-bom-ser-mae.html' title='É bom ser mãe. Desde que seu filho esteja vivo!'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-1812020796785617360</id><published>2010-04-29T16:49:00.016-03:00</published><updated>2010-09-08T19:43:00.332-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luz câmera e ação: Zezé Motta uma expressão da teledramaturgia música e cinema nacional'/><title type='text'>Luz, câmera e ação: Zezé Motta uma expressão da teledramaturgia, música e cinema nacional</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 102, 0);" href="http://img529.imageshack.us/img529/9914/pf2f.jpg"&gt;&lt;img style="width: 82px; height: 82px;" src="http://img340.imageshack.us/img340/8910/pf3k.jpg" align="left" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Paula&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Fanon&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Ao assistir o documentário produzido por Joel Zito Araújo intitulado “A Negação do Brasil,” podemos fazer uma leitura crítica sobre os papéis desempenhados por pessoas negras no cinema e especificamente na Televisão.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Se nos dias atuais ainda é tímida a presença de mulheres negras ocupando o espaço da teledramaturgia.Imaginem vocês como não era a trinta anos atrás ? Uma das questões que não podemos deixar de refletir no campo da comunicação é atuação das mulheres negras, pois a violência simbólica e invisibilidade ainda são fatos recorrentes na sociedade brasileira.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Para enegrecer a perspectiva da reflexão vale citar o artigo da filosofa Sueli Carneiro Mulheres em Movimento(2003) em que ela aborda a questão dos meios de comunicação, chamando-nos atenção sobre a cristalização da imagem feminina negra ação que cria no imaginário social apenas conceber modelos de representação pré-definidos pela mídia, ou seja, o mito de que mulheres que pertencem a grupos sociais marginalizados só podem ocupar o lugar da subalternidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Porém, mulheres negras a exemplo de Maria José Motta de Oliveira mais conhecida como Zezé Motta subverteu á história com a grandeza do seu trabalho por ser uma artista que muito contribuiu e contribui para o teatro, teledramaturgia , música , cinema enfim para a arte nacional .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Zezé Motta frequentou a escola do teatro tablado,começou a carreira de atriz em (1967) estrelando a peça Roda-viva de Chico Buarque.Na televisão, participou das telenovelas :Xica da Silva ,Corpo a corpo , A próxima vítima, Porto dos Milagres, Renascer além de minisséries como Memorial de Maria Moura e Chiquinha Gonzaga da Rede Globo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Teve destaque na música popular brasileira gravando Divina Saudade ,Chave dos Segredo, Negritude e no cinema participou dos filmes Anjos da Noite, Quilombo, Dandara, A Força do Xangô, Tieta do Agreste, Xica da Silva e Orfeu sendo consagrada internacionalmente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Mas a trajetòria dela não se resumi aos trabalhos citados porque alèm de ter um curriculo recheado de participações em telenovelas e filmes ela não se contetou e partiu para atuação política .Fundou em 1984 O Centro de Informação e Documentação do Artista Negro -CIDAN com a finalidade de promover a inserção de artistas negros no mercado de trabalho oferecendo cursos profissionalizantes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Em síntese, escrever sobre a trajetória desta atriz é reconhecer que as mulheres negras estão mudando os rumos da história ,è não ter dúvidas que Zezé Motta é um expoente da teledramaturgia brasileira , uma das mais importantes atriz negra deste país e um modelo de representação positiva da imagem da mulher negra no campo do audiovisual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-1812020796785617360?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/1812020796785617360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/04/luz-camera-e-acao-zeze-motta-uma.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/1812020796785617360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/1812020796785617360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/04/luz-camera-e-acao-zeze-motta-uma.html' title='Luz, câmera e ação: Zezé Motta uma expressão da teledramaturgia, música e cinema nacional'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-1118684378250524492</id><published>2010-04-03T12:35:00.006-03:00</published><updated>2010-06-02T19:56:54.833-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raças e cotas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Raças e cotas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;img style="width: 69px; height: 79px;" src="http://img12.imageshack.us/img12/9927/22098981.jpg" align="left" /&gt;&lt;br /&gt;Contardo&lt;br /&gt;Calligaris&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As cotas só afirmam as diferenças com&lt;br /&gt;as quais sonham os racistas? Ou&lt;br /&gt;podem mudar algo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;PERTENCEMOS A uma única espécie: a espécie humana.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Quanto a isso não há dúvida, visto que procriamos alegremente sem que as diferenças étnicas ou raciais atrapalhem o bom funcionamento sexual e reprodutivo. Mas só 250 anos atrás, na América do Norte e na França, foi proclamado o princípio de que, por pertencermos à mesma espécie, temos todos os mesmos direitos, independentemente de etnia, cultura, religião, gênero, berço e cor (da pele, do cabelo ou dos olhos).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Desde então, tal princípio vem se afirmando, aos trancos e, sobretudo, aos barrancos, por várias razões.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;1) Há etnias e culturas que não topam aquela ideia proclamada 250 anos atrás.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;2) Não conseguimos decidir se nossa igualdade de direito deve implicar ou não uma igualdade de fato. Depois de algumas tentativas desastradas, parece que concluímos que o importante é que todos tenhamos ao menos oportunidades parecidas no começo da vida. Estamos longe disso.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;3) Mesmo acreditando na unidade da espécie e na igualdade dos direitos, adoramos pertencer a uma turma e continuamos enxergando um mundo dividido em nações, etnias, raças, classes, torcidas etc. Claro, prezamos nossa singularidade e, por isso, queremos ser contados um a um, como indivíduos, cada um diferente e único dentro da espécie comum. Mas também gostamos de privilégios, e os privilégios são mais "agradáveis" quando são negados a um grupo de excluídos: sala VIP só tem "graça" se os outros esperam no saguão do aeroporto. Em suma, no mínimo, a vontade de sermos singulares nos induz a criar grupos de discriminados, "diferentes" de nós.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;4) As vítimas dessa discriminação, na hora de invocar o princípio da igualdade de todos para obterem os mesmos direitos dos demais, são obrigadas a se constituírem como grupo. Sem isso, sua reivindicação não teria chance alguma: o protesto de um negro discriminado será sem efeito se não existir algum "movimento negro".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Em tese, os grupos de vítimas da discriminação deveriam ser fundados em "identidades de defesa", ou seja, identidades que surgem provisoriamente, de maneira reativa. Por exemplo, "os negros" existem como grupo, aos olhos dos racistas, para serem discriminados; ora, a luta contra essa discriminação exige uma identidade positiva, de modo que os negros possam existir como grupo na hora de se opor à sua discriminação. No caso, eles afirmarão e valorizarão uma improvável ascendência racial comum. Problema: ao defender-se, eles darão crédito à mesma diferença inventada pelos racistas a fim de discriminá-los.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;O perigo é que essas identidades, adotadas para lutar contra a discriminação e permitir, enfim, uma sociedade de indivíduos iguais, acabem consolidando as próprias diferenças que tratam de abolir. Por exemplo, uma política de cotas reservadas a negros e pardos (na universidade, no emprego público e mesmo no setor privado) é uma maneira de se opor à discriminação, mas, para funcionar, ela exige que a gente acredite nas diferenças raciais e as estabeleça como parte da identidade do cidadão -que é exatamente a situação com a qual o racismo sonha desde sempre.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Esse argumento é crucial no livro de Demétrio Magnoli, "Uma Gota de Sangue" (ed. Contexto), que é, ao mesmo tempo, uma excelente história e apresentação do racismo no mundo moderno e uma crítica das políticas de cotas por elas necessariamente confirmarem a existência de diferenças raciais que não têm realidade biológica e cujo fundamento histórico é o próprio racismo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Isso, logo no Brasil, onde a mistura das cores deixaria esperar um enterro mais rápido da categoria de raça.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Compartilho com Magnoli o sonho de uma sociedade em que a cor da pele seja indiferente. Mas minha avaliação das políticas de cotas é "matizada". Quando cheguei nos EUA, em 94, eu pensava como Magnoli, ou seja, previa que o sistema de cotas, instituído para "compensar" os efeitos da discriminação, dividiria o país, levando-o de volta para o século 19. Não foi o que aconteceu. Aos poucos, a presença de cidadãos de todas as cores na maioria das corporações (da polícia urbana ao corpo docente das universidades) se transformou num duplo valor compartilhado por todos ou quase: um valor estético (a diversidade é bonita) e um valor produtivo (a diversidade é funcional).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Até que um dia pareceu lógico, num país cujo sul inteiro foi racista e segregado, que um negro pudesse ser presidente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Artigo retirado do&lt;a style="text-decoration: none; color: rgb(255, 102, 0);" href="http://contardocalligaris.blogspot.com/"&gt; Blog Contardo Calligaris&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a style="text-decoration: none; font-style: italic; font-family: arial;" href="http://contardocalligaris.blogspot.com/"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. Visite!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-1118684378250524492?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/1118684378250524492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/04/racas-e-cotas-as-cotas-so-afirmam-as.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/1118684378250524492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/1118684378250524492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/04/racas-e-cotas-as-cotas-so-afirmam-as.html' title=''/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-5946793936198195805</id><published>2010-03-30T06:57:00.003-03:00</published><updated>2010-09-08T19:46:24.073-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Teatro Experimental do Negro no Brasil uma referência que influencia artistas Afro- brasileiros (as)'/><title type='text'>O Teatro Experimental do Negro no Brasil uma referência que influencia artistas Afro- brasileiros (as)</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 102, 0);" href="http://img529.imageshack.us/img529/9914/pf2f.jpg"&gt;&lt;img style="width: 82px; height: 82px;" src="http://img340.imageshack.us/img340/8910/pf3k.jpg" align="left" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Paula&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Fanon&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: right;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[...] Vencedor  eu não acredito que seja. Olho pra trás e vejo que sou um grande  trabalhador. Vejo os outros, muitos e muitos que começaram comigo ou  começaram depois e foram companheiros de luta, já desistiram há muito  tempo. Já foram embora há muito tempo. E eu continuo acreditando,  continuo falando com um esforço tremendo para fazer alguma coisa. Deixar  alguma coisa feita. É preciso suar muito. Eu não gosto de pensar muito  nessas coisas porque dá um estremecimento dentro da gente. Porque também  dizer que a gente não fez nada, seria injusto comigo mesmo. Mas eu não  fiz tudo o que eu queria fazer. O que eu tinha pra fazer é muito pequeno  diante da situação que o negro enfrenta nesse país[...] &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abdias  Nascimento,  entrevista  ao jornal  ironhin 16/03/2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se  Constantin  Stanislavski  e Berthold Brecht  influenciaram  o  pensamento do    teatro    com  teorias  fundamentais para a  transformação da  dramaturgia   no  mundo   Abdias  do  Nascimento em  (1944)  revolucionou o   teatro  brasileiro    com a  criação    do  Teatro  Experimental  do  Negro –TEN que  tinha   como objetivo a valorização dos   afrodescendentes no meio  artístico   através   da   educação, arte  e  cultura  além da criação de uma  dramaturgia   contra-hegemônica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Peças   teatrais   importantes  como  o  Filho Pródigo  ,  Aruanda ,   Sortilégio foram  apresentadas pelo  TEN   em  teatros  importantes  a   exemplo do Municipal (RJ).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A  Companhia    teatral   integrava personalidades como:  Abdias  do Nascimento,   Ruth de  Souza , Léa  Garcia,   Aguinaldo  Camargo, Milton Gonçalves  referências   importantes  que   influenciam a  nova  geração de   artistas  negros e  negras  deste  país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mais   do  que   um grupo  artístico  o Teatro   Experimental  do  Negro tinha  uma   atuação  política    e  uma    compreensão   do papel  da  arte como  reflexo da  sociedade,  por  isso    era  preciso  que  os afrodescendentes se apropriassem   da   linguagem  artística  Teatral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      Além   do  TEN  outro   fato que  merece   destaque  é  a    criação    do  Teatro  Popular Brasileiro   fundado  no ano de  1950 pelo poeta,   Solano  Trindade juntamente  com o   sua esposa Margarida Trindade e o   sociólogo Edison Carneiro, um   teatro  que  tinha    como   foco a    valorização     da   cultural  popular,  e   em   1984 a  Atriz   Zezé   Mota  criou  o CIDAN  O Centro de Informação e Documentação do Artista  Negro. Estas  são algumas das  muitas  iniciativas realizadas pelos   artistas afrodescendentes do  Brasil  que  ao  longo   da  história  implementam  políticas   alternativas  de  ações  afirmativas  no pais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abdias  do  Nascimento escreveu   antologia de teatro  negro-brasileiro, intitulada Dramas para negros e prólogo para brancos,  edição do Teatro Experimental do Negro (1961)  fundamental  para  a   consciência   critica dos artistas  independente  de  sua  tez .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Atualmente   temos  O Bandu de  Teatro Olodum na  Bahia    que  tem um  trabalho  cultural  voltado  para  a  temática  da  cultura    afro e  popular  e  em   São  Paulo  o  dramaturgo  Luiz  Silva(   Cuti )  autor  de  obras   como   suspensão, Dois Nós na  Noite  e   Madrugada, Me proteja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para   Finalizar   é  preciso  reconhecer   a  importância do   Teatro  Experimental     do Negro  na  história da  dramaturgia  brasileira pois  se   não   existisse  a  influência  do  TEN  não  teríamos a   oportunidade   de  prestigiar    atrizes  e  atores  negros (as) contemporâneos   que   tem  contribuído não  só para  o   teatro  mas   televisão e  o   cinema   brasileiro  como: Lázaro  Ramos, Rocco  Pitanga ,Thais  Araújo, Tony   Garrido , Camila  Pitanga,   Thalma  de  Freitas, Mauricio   Gonçalves    e tantos   outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-5946793936198195805?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/5946793936198195805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/03/o-teatro-experimental-do-negro-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/5946793936198195805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/5946793936198195805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/03/o-teatro-experimental-do-negro-no.html' title='O Teatro Experimental do Negro no Brasil uma referência que influencia artistas Afro- brasileiros (as)'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-8438519545604965556</id><published>2010-03-21T02:06:00.002-03:00</published><updated>2010-09-08T19:47:16.074-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carta para meu amigo Luiz que está na Europa'/><title type='text'>Carta para meu amigo Luiz que está na Europa</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;img style="width: 61px; height: 67px;" src="http://img146.imageshack.us/img146/2308/65836068.png" align="left" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Anderson &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Quak&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Luiz, meu caro amigo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;hoje é dia 4 de novembro, o dia da Favela, essa é uma conquista na qual eu achei que deveria lhe falar de primeira mão.  Há tempos venho pensando em você, na sua ida para Europa e, justamente, hoje, uma sucessão de fatos fez com que eu tomasse coragem de escrever esta carta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Amigo, depois que saí do aeroporto do qual seu avião partiu venho refletindo sobre tudo que construímos, sobre seus desejos e planos e realmente acredito que a Europa seja mesmo o continente mais propício para seguir a carreira que escolheu, já que aqui no Brasil esse mercado ainda é muito fechado.  Mas como desde lá, perdemos o contato, envio essa carta sem a certeza de que você irá recebê-la, acreditando que a nossa relação é tão forte que você ao menos sentirá comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Eram 11h, quando saí para um dia intenso de reuniões e compromissos inadiáveis. Segui para o ponto de ônibus a fim de tomar uma condução para Madureira.  Alguns minutos  após eu estar na condução, entrou um Sr branco e sentou-se a meu lado. Não deu um minuto,  e ele disse:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;- “Esse ônibus passa no mercadão?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;- Não, respondi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;O Sr  X,  um vendedor aparentando oitenta anos, cabelos grisalho,  puxou vários assuntos como camelôs, raça, bairros que eram mais ou menos comercias, como o Méier, etc.  O último assunto dele foi o mais engraçado:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;- “Tem mulher que não valoriza o homem que tem”_ disse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;- Por quê?_ Indaguei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;- “Tem uma amiga minha que tinha um homem que dava tudo pra ela: carro, casa, comida...mas ela sacaneava o cara demais.  Quando ele largou ela e casou com outra, ela passou a querer a casa, e não sei mais o quê lá. Bem feito! Tinha tudo, não soube aproveitar, agora não tem mais nada. “_ e desceu na rua Padre Mansa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Meu dia havia começado bem. Afinal, não é todo dia que se encontra um senhor de oitenta  anos com a vitalidade do Sr X e ainda por cima falastrão. As reuniões que eu tinha em Madureira, as duas, eram com pessoas muito jovens e com um pensamento bem oposto ao daquele senhor com quem havia estabelecido um diálogo de cerca de 35mim, no entanto, as suas realidades são parecidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Luiz, tenho outra  boa notícia par lhe dar. Lembra aquele trabalho que eu iniciei em uma produtora  há três anos, então,  esse ano eles mudaram o formato do programa e eu vou dirigir.Gostaria de podermos estar juntos para “bebemorarmos”, fazermos um brinde, um churrasco... Aliás mande notícias da gastronomia daí. Se desse eu mandaria uma feijoada, um churrascão daqueles ou um camarão, mas deixa quieto, eu só não estou mais feliz por que sou um só.  Eu começo o trabalho em dezembro. Lembra de Cidinho- “Eu só quero é ser feliz andar tranquilamente na favela onde eu nasci e poder me orgulhar e ter a consciência que o pobre tem seu lugar”-? Então, ele faz parte do pacote de boas noticias, ele ligou me convidando para dirigir seu DVD cujo nome será “Nossa história” é o máximo,  não? Eu gostaria que você estivesse aqui para ver tudo isso de perto, para lhe dar um abraço e rirmos juntos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Mas  e aí, amigo, como anda o transporte público onde você está? Por que aqui as coisas vão mal para quem depende deles cotidianamente. Eu estou usando todos os transportes disponíveis e não tem sido muito agradável, salvo pela proximidade com o povo carioca. Lula, mesmo depois de ter pego o 701 para Madureira, eu ainda tive que me aventurar no trem Santa Cruz X Central (o famoso direto). Lá, a situação anda um tanto caótica com tantos  vendedores ambulantes. Alguns, inclusive, me convenceram com seus bordões cada vez mais criativos e originais.  O vendedor de água,  confesso, nem era lá a criatividade em pessoa mas como o calor aqui não brinca em serviço, é melhor estar sempre munido de uma garrafinha d`água. Já o vendedor de chocolate se aproveitou do clima tenso que vive a nossa cidade para sair vagão a fora gritando “É a última caixa”, como se alguém lhe tivesse assaltando. Após chamar a atenção de pelo menos uns três vagões ele dizia “Quatro barrão láctea a um real”. Eu obviamente comprei para dar às crianças lá de casa que se você visse nem acreditaria de tão grandes e inteligentes que estão.  Detalhe é que procurei, procurei e procurei e não achei nenhuma marca na barra de chocolate- o que dirá Lacta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;As coisas até que acabaram melhorando no metrô, mas antes de sair do trem rolou uma cena costumeira, que eu gostaria muito de saber se acontece aí na Europa. Quando o trem chega na central é um alvoroço só, onde mesmo lotado, ninguém sai antes da muvuca entrar. Chega a ser engraçado, mas a realidade é muito triste. Saber que o brasileiro segue em direção ao trabalho e depois de ter encarado 12h de trabalho não pode voltar para sua casa com dignidade a mesma que faltou quando ele foi para o trabalho. Penso que as autoridades deveriam rever o transporte público no país não somente no que diz respeito ao bilhete único como muito se prega em época de campanha política mas também no bem estar e na garantia do ir e vir do cidadão que depende do transporte público. No entanto, no metrô, as coisas vão bem, obrigado. Assim como nos táxis e no cardápio variado de conduções para zona sul.  O problema está quando se sai da zona sul para zona oeste. Caminho no qual o menos pior a se fazer é pegar uma Van, aliás esse serviço existe  aí?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Meu caro amigo Luiz,regressei para casa às 23h e constatei que uma das coisas boas que esse dia me proporcionou foi o contato direto com o povo brasileiro, que apesar de ganhar pouco, inventar profissões, continua acreditando na vida, no outro, se ajudando e isso é o que,  me faz ficar aqui, talvez. Na verdade eu não sei mais o que me faz ficar aqui. Estou querendo muito lhe ver, estou querendo muito que você veja as crianças, e por último quero lhe dizer que muitos de nossos amigos estão na faculdade isso prova o quanto todos nos estamos mudando.O Thiago esta fazendo comunicação social, Tor quatro engenharia,  a Prisci contabilidade, a Elaine e o Ricardo teatro e a Sol Literatura. Enfim, a vida segue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Eu estréio um novo espetáculo em dezembro o Burgês da Lata nossa adaptação do Burgês Fidalgo de Moliere, além de estar com em cartaz com um infantil premiado de nome Paparutas, aquele que você assistiu na montagem anterior. Mudei algumas atrizes e mandei ver.  O Lázaro ainda não veio ver mais disse que vem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Um abraço fraterno do seu amigo,irmão, pai ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-8438519545604965556?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/8438519545604965556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/03/carta-para-meu-amigo-luiz-que-esta-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/8438519545604965556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/8438519545604965556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2010/03/carta-para-meu-amigo-luiz-que-esta-na.html' title='Carta para meu amigo Luiz que está na Europa'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-1647024540665359841</id><published>2009-11-26T19:17:00.003-02:00</published><updated>2010-09-08T19:44:28.317-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A  Leitura  Como  Fonte de  Transformação do Pensamento'/><title type='text'>A Leitura Como Fonte de Transformação do Pensamento</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 102, 0);" href="http://img529.imageshack.us/img529/9914/pf2f.jpg"&gt;&lt;img style="width: 82px; height: 82px;" src="http://img340.imageshack.us/img340/8910/pf3k.jpg" align="left" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Paula&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Fanon&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pensamento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você  precisa saber o que  passa  aqui dentro/  eu vou falar  pra você /você  vai entender a força de um pensamento / pra  nunca mais  esquecer /pensamento é  o momento que nos  leva a emoção/ pensamento positivo que faz bem ao coração /o mal não/ o mal não/ o mal não/Sendo que para você  chegar terá que  atravessar a fronteira do pensar/ a fronteira do pensar /e  o pensamento é  o fundamento/  eu ganho o  mundo sem  sair do lugar ...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;                                          &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;  Cidade  Negra &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Hoje eu amanheci contagiada por um vírus  extremamente  perigoso em uma  sociedade  desigual,este   vírus   tem a  capacidade  de transformar  pessoas, mudar  comportamentos e valores sem  contar  que  não existe um  lugar adequado  para se  contaminar, pode  ser  no banheiro, na  sala , na  escola  , no ônibus ,  na  biblioteca,dentro do metrô, no quarto, no avião  enfim  basta   apenas  se  permitir, uma  vez  contaminada tenho por  obrigação  passar este vírus   para o maior número possível de  pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Afinal,  que  prática  cultural é  esta  que  tem a  capacidade de  mexer    com as  nossas   vidas,nos  transportar  para  vários  mundos ,  culturas e  espaços   diversificados?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt; O que  é  leitura ? Será que a  leitura  só acontece  no contato  com os  livros e  dentro  das bibliotecas ?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Lembra daquele  romance   que  você leu e  ficou semanas  se questionando sobre o(a)  personagem e  aquela  poesia   que  era  necessário  decorar   para uma  apresentação  na  aula  de  literatura  e terminou  fazendo parte  da  sua  vida? Ah, o  texto obrigatório para  se sair  bem  no teste ou na prova escolar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Pois  bem, além  destas  formas   de leituras  existem   outras  que  não podemos  deixar passar batido !! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Já   faz um  tempinho que  eu  li este  texto mas  sempre que tenho  oportunidade  eu  o leio , é  um texto de Mario   Quintana  “Não  despertemos  o leitor”  em que ele refleti  sobre a  condição  do  leitor  dorminhoco,passivo  que não consegue extrapolar  o  texto para  além das linhas  escritas. Se  pararmos   para  pensar a leitura  engloba um série de fatores mas  o bom de  tudo é  que várias  pessoas  vão  lê  os mesmos  livros, textos, assistir  a filmes e passar  pelos autdoor nas  ruas  e cada  uma  delas  vão dar um sentindo diferente ao que  lhe é apresentado!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Algumas  vão ser  indiferente!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt; Certo dia  lendo um texto de  Muniz  Sodré  na revista  Palmares  com  o titulo  um novo modo de  ler ele  atenta-nos sobre as  várias   formas  de  leituras:“O impresso (livro,revista, jornal, etc.) não é a única  coisa que se lê. Na  verdade nós estamos  lendo quando interpretamos  um anuncio publicitário, um autdoor,um videoclipe. E certamente lemos  um hipertexto – em que  fazemos necessariamente  conexos   com  uma  textualidade diversa de maneira diferente de  um livro. Há , portanto, uma  diversidade de escritas, assim  como  uma   diversidade de  leituras”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Acredito que  o  primeiro  passo para  começar esta prática é partindo da nossa vivência e  experiência. Que  tal começarmos  pelos  diversos   gêneros  textuais  que  estão ao nosso entorno ? Vocês  já podem começar a fazer  este  exercício em casa, rua  onde reside enfim o importante  mesmo é dar o primeiro passo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Infelizmente uma das  arências  do nosso país  é a  escassez de leitores mais  leitores no sentido  amplo da  palavra sem limitar a idéia de que leitores  são apenas as pessoas  que lêem livros embora  os  livros tenham  fundamental  importância na formação da  nossa  cidadania, ou seja, pessoas que conseguem ir além  do aparente quando entram em contato com  diversas linguagens como à  fotográfica,  cinematográfica,teatral  publicitária,televisa e  tantas  outras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Enfim, acredito que  cumprir o meu  papel de conduzir  vocês a pensarem o quanto é  bom lê , o quanto é  bom ser  contagiado por um  vírus   que faz bem para  a saúde mental e  agora ,o que vocês  estão esperando !O tempo voa rapaz, pegue  o seu sonho , rapaz a  melhor hora e  momento é  você quem faz, então vamos  ganhar  o mundo  como nos ensina a letra  da  música  da Banda  Cidade Negra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-1647024540665359841?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/1647024540665359841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/11/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/1647024540665359841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/1647024540665359841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/11/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html' title='A Leitura Como Fonte de Transformação do Pensamento'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-2523065213304900550</id><published>2009-10-14T06:44:00.003-03:00</published><updated>2010-09-08T19:46:38.406-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulher negra e imagem positivamente afirmada em espaços legitimados'/><title type='text'>Mulher negra e imagem positivamente afirmada em espaços legitimados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 102, 0);" href="http://img529.imageshack.us/img529/9914/pf2f.jpg"&gt;&lt;img style="width: 82px; height: 82px;" src="http://img340.imageshack.us/img340/8910/pf3k.jpg" align="left" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Paula&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Fanon&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Todos os dias faço algumas atividades rotineiras uma delas é  verificar a  minha  caixa de  mensagem então, certo dia  estava lá um e-mail do programa Espelho visitei o site , o blog e  achei  muito interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando me deparei com o conteúdo do programa que até então eu não  conhecia, a imagem do apresentador, pessoa a qual admiro muito o trabalho  e os artigos do blog, percebi uma  identificação com a  linguagem utilizada e  os  signos  presentes mas além disso  tudo, teve algo que me  fez refletir  sobre  várias  semanas: o nome  do programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Espelho, provocativo! Então, fui  pesquisar  no meu dicionário de bolso  a acepção  desta  palavra  que diz assim: &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(ê) sm.1.òpt. Superfície que reflete raios luminosos 2. Objeto polido que serve para refletir a imagem de pessoas ou coisas 3. Exemplo, modelo 4. Imagem, representação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A primeira pergunta foi sobre a relação de nós mulheres negras com o espelho o que sentimos quando nos olhamos? A segunda foi sobre auto-estima  como  está  a  nossa auto-estima? E por útimo me questionei sobre a representatividade. Será que os universos diversificados da estética das mulheres negras estão presentes nos meios de comunicação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enviei um e-mail para a produção do programa informando que eu gostaria de ser colunista do blog e obtive uma reposta positiva acompanhada de uma provocação de Lázaro Ramos. Por que eu desejava ser colunista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Levei um tempo pensando sobre a pergunta e elaborando o texto que apresento neste momento a fim de persuadir a produção do programa e o público sobre a importância da minha presença neste espaço embalada com a canção do músico e poeta baiano Juraci Tavares intitulada auto-estima que diz a seguinte mensagem: “auto- estima sonho de libertação adorando sua imagem negra sim, sua imagem seu espelho ela é bonita sim. Adore! Negro lindo é pleonasmo. Negro lindo é exclusão.... ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esta mensagem melódica e poética além de me proporcionar bem estar e segurança no momento de produção textual, me transportou para algumas experiências que considero importante para chegar até aqui. Uma delas foi no meu  primeiro semestre na faculdade  de Letras no  curso  de  ciência   lingüística quando a minha professora me  olhou  e disse que eu  era  muito linda e  tinha  que esta nas grandes passarelas!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Respondi a ela que eu tinha nascido para estudar lingüística nada contra as  modelos por sinal eu tenho  um certificado de  modelo profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na verdade o que pretendo compartilhar neste momento com vocês é que somos um conjunto de adjetivos, uma diversidade, ou seja, podemos desempenhar várias funções e atividades sem se prender a estereótipos, a padrões de beleza ou papéis definidos pela sociedade sem contar que não podemos esquecer que independente de condição histórica incomum nós mulheres negras somos singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Passado este momento li um artigo que Lázaro Ramos escreveu para o blog do programa Espelho com o nome: Qual é o seu talento? Teve uma passagem do texto em que ele define pessoas talentosas que me deixou muito emocionada! " Geralmente essas pessoas são aquelas que tem iniciativa e criatividade. "Aquelas que focam e se jogam no abismo com a certeza de que se não tiver uma rede lá em baixo elas vão criar sua rede de proteção." E não é que eu estou aprendendo a criar a minha rede!  O mais importante é nos percebemos como sujeitas dotadas de qualidades, talentosas e ter a convicção de que não precisamos ser xérox de representações aceitas, de imagens padronizadas nos ambientes, porque com o tempo vamos percebendo que podemos fazer o processo inverso nos legitimar nos espaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; O código escrito tem me proporcionado momentos felizes, pois além de me expressar através dele tenho contato com uma linguagem artística que me fascina,  a poesia! E nas minhas leituras conheci uma poetisa de São Paulo (Santos) que preside a Casa de Cultura da Mulher negra chamada Alzira Rufino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alzira tem me presenteado com palavras que são verdadeiros banhos energéticos como este poema que compartilho com vocês agora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: center;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;RESISTO&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De onde vem este medo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sou&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sem mistérios existo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Busco gestos de parecer&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Atando os feitos que me contam&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Grito de onde vem esta vergonha sobre mim?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu, mulher negra,resisto&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para concluir respondo a provocação de Lázaro Ramos afirmando. O que me impulsiona ser colunista no Blog do Espelho é o diferencial, a proposta do programa de mostrar reflexos de situações, artistas, cantores, atores entre tantos conteúdos que dialogam comigo através da imagem é o desejo de compartilhar com um número amplo de leitoras e leitores as minhas interpretações sobre as  circunstâncias mais cotidianas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-2523065213304900550?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/2523065213304900550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/10/mulher-negra-e-imagem-positivamente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/2523065213304900550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/2523065213304900550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/10/mulher-negra-e-imagem-positivamente.html' title='Mulher negra e imagem positivamente afirmada em espaços legitimados'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-146001561004352568</id><published>2009-09-18T17:38:00.003-03:00</published><updated>2010-09-08T19:48:13.725-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Mc faz o funk e todos nós o movimento'/><title type='text'>"O Mc faz o funk e todos nós o movimento"</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;img style="width: 61px; height: 67px;" src="http://img146.imageshack.us/img146/2308/65836068.png" align="left" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Anderson &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Quak&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No início dos anos 90, eu comecei a freqüentar as matinês do Coroado de Jacarepaguá, na Cidade de Deus. Essa matinê rolava das 16h até 20hs. Às 20:30h começava o baile funk do Coroado com a equipe Jet Black. Nessa matinê ouvíamos músicas da Xuxa, da Angélica, lambada e sobretudo funk, muito, muito funk. A maioria das músicas era funk com batida gringa e letra nacional, o que chamamos de versão da música tal. Naquela época, eu gostava bem menos de música gringa do que eu gosto hoje, mas já curtia na matinê do Coroado, Trinere, Stevie B, Tony Garcia e das gringas a que eu mais gostava era “Everybody say yeah...” e nós completávamos com “bota pra f...”. Das nacionais, a que eu mais gostava era uma do Movimento Funk Club, que dizia assim no refrão “eu moro longe pra lá de Nova Iguaçu, se você não gosto, vai tomar no  c...”, essa música conta a história da segregação dos playboys praianos aos moradores da Baixada que enchiam a praia aos domingos, e eu que tenho meu pai vindo da Baixada, sentia-me agredido com isso, fazia da música meu grito de guerra como se eu tivesse realmente sido criado na Baixada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na matinê do Coroado, eu fiz amigos, arranjei algumas namoradas e dancei muito o passo do “aleijadinho”. Era uma época de pura diversão, onde nós mostrávamos um novo penteado, um cabelo loiro, um corte extravagante, uma roupa nova de marca ou não. Eu tinha um charme de entrar comendo um chocolate, era uma espécie de objeto de sedução para atrair as meninas. Muitos encontros de colégio foram marcados ali, aquele era o NOSSO BAILE FUNK e nós éramos  felizes com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os adultos adoravam ir à matinê, era o “esquenta” deles. Chegavam da praia e iam direto pra lá, tomavam suas cervejas, viam os filhos dos amigos e seus próprios crescerem, compravam o ingresso da noite antecipado e marcavam até algum apontamento com uma mina ou as minas com os caras. Quando a matinê ia acabando, alguns meninos mais velhos já com 15, 16 anos se escondiam em algum lugar para ficar já para o baile. Eu lembro que o falecido Jean Cabeção e o Gilberto, fiel escudeiro do Edinho do bl. 12, um dos moleques com quem eu mais gostava de jogar no ataque e que é meu amigo até hoje, sempre se escondiam para ficar mais tarde no baile de graça. É por que nessa época menor não entrava sem o responsável. Eu era um pouco mais novo, meus pais eram rigorosos com o horário e eu obediente, então quando dava 22h era casa. Eu até gostava quando acabava a matinê, por que eu ia para praça do AP paquerar ou ia para alguma escada namorar, de preferência a do bl. 12 que dava para ver o interior do Coroado. A praça do AP fervia, era muita gente bonita, alegre, tínhamos nessa época muitas pessoas de sk8, bicicleta, todo mundo trajadão, era muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Às 20:30h, já se ouvia o som da Jet Black tocando charme. O charme em particular é um gênero que a favela sempre curtiu, o baile era divido em três momentos: o 1º era do charme, o 2º da música lenta e o 3º do funk. Os três momentos tinham seu valor, mas o funk parecia arrebatar mais que os outros. Eu lembro que na parte do charme eu curtia do lado de fora, na hora da música lenta eu tinha que ir para casa e na hora do funk eu já estava de pijama, e foi assim que eu ingressei no baile funk da pesada, de pijama. Os primeiros funks que escutei já foram no meu quarto no apartamento 206, do bloco 14, na CDD. Lembro bem do Tcho tcho mere, que na realidade é It's automatic, Spring Love “Spring Love come back to me…” e Just like the wind “As I look into your eyes…”. Hoje, quando vejo o Coroado vazio, sem matinê, sem baile, fico recordando toda aquela época, e eis que surge uma lei que foi aprovada dando pleno direito às favelas de fazerem seus bailes por que o funk é patrimônio cultural. Fiquei muito feliz com esse avanço, pois o funk sempre foi plural e sempre teve a participação da massa, mas hoje vivemos uma realidade diferente daquela em que o baile no domingo acabava à meia noite. Hoje, o baile no domingo começa à meia noite, os amigos que iam ver os filhos dos outros e os seus crescerem, hoje estão disputando e desejando os filhos alheios para sexo e praticando a pedofilia, no entanto, sou totalmente favorável à lei do funk, assim como a descriminalização da maconha, mas acho que agora todos os funkeiros é quem vão decidir o que fazer com a lei, como cabe à sociedade educar seus filhos e encaminhá-los para o caminho do bem. Minha mãe fez a parte dela, agora, fazer a minha cabe a mim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-146001561004352568?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/146001561004352568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/09/o-mc-faz-o-funk-e-todos-nos-o-movimento.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/146001561004352568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/146001561004352568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/09/o-mc-faz-o-funk-e-todos-nos-o-movimento.html' title='&quot;O Mc faz o funk e todos nós o movimento&quot;'/><author><name>Programa Espelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09336651141216722173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-4889082311979558916</id><published>2009-07-09T06:25:00.003-03:00</published><updated>2010-09-08T19:51:08.287-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bahia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estação Primeira do Brasil'/><title type='text'>"A Bahia, Estação Primeira do Brasil"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;img style="width: 61px; height: 67px;" src="http://img146.imageshack.us/img146/2308/65836068.png" align="left" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Anderson &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Quak&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Estou nessa 1ª semana de julho de 2009, participando da III edição do Fórum de Performance Negra  que acontece na Bahia e é realizado pela Cia dos Comuns (Rio de Janeiro) e pelo Bando de Teatro Olodum (Bahia) e posso  dizer várias coisas do fórum tais como: é um fórum maravilhoso pois reúne 27 estados em torno a discussão do teatro e da dança negra no pais,  que é muito bom pois revemos amigos e  até  que as palestras são imprescindíveis na vida de nos atores. Pra mim particularmente esse fórum tem outro sentido.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;No ano de 2001/2002 eu estava iniciando meu trabalho na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC), eu vinha de uma longa jornada na base aérea de Santa Cruz onde temos um caça F 15 e  fiz meu recrutamento. Passei quatro meses lá de agosto a dezembro de  96  quando tive minha formatura. Lá eu escutei de um cabo da aeronáutica que eu pilotaria um Vassouram, e pilotei mesmo, e não achei a menor graça.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;De lá fiquei mais três anos e meio na base aérea do galeão na Ilha  do Governador, onde fiz vários amigos e vi um major sendo preso por transportar cocaína no avião da aeronáutica. Isso me confundiu muito pois, naquela época, eu achava que isso não pudesse acontecer.  Nesse mesmo período de 96 à 2000 eu terminei meu ensino médio e descobri outras coisas bacanas e outras coisas que não prestavam e nem cabe eu dizer aqui.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Quando  saí do quartel fiquei um período em casa e depois fui trabalhar de guardador de carro na Puc. Era um emprego digno como outro qualquer a diferença, eu achava, era que eu vinha de um mundo teoricamente muito diferente, o militarismo. No entanto, na Puc a estrutura era muito parecida com a do quartel. O que fez  com que eu tivesse mais dificuldade de me relacionar já que estava de saco cheio do quartel.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Na Puc conheci uma figura que esta lá até  hoje chamada Brasil, vulgo Coronel Brasil. Nem sei se ele é coronel mesmo mas sei que ele é até hoje chefe do meu pai e foi meu também. O Brasil é um homem sério embora eu duvidi um pouco da seriedade dele. Não por ele que provou ser mas  por duas pessoas que ele colocou para trabalhar lá com cargo de chefia, senhores  cujos nomes são muito populares Zé e Chico.  Essas duas pessoas eu tinha confusão sempre, sem falar no encarregado que certa vez insinuou que eu tinha ganhado fácil e eu prometi processá-lo até que  ele pediu desculpas mas Brasil segui firme até hoje lá e acho que Zé e Chico também, vou checar com meu pai.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Eu falei desses personagens e até eu me perguntei por que falei deles mas vou elucidar. Nesse momento efervescente de minha vida surgia a Cufa e o Prêmio Hutúz. Eu trabalhava de 16h até 22:30mim  e compensava no sábado de 7h às 16h. Isso significa que apesar do horário me proporcionar um tempo pela manhã para estudar e um tempo à tarde para natação me tirava uma vida social fundamental pra mim! Eu não conseguia ir as reuniões da Cufa, não conseguia ir no Prêmio Hutúz que era quinta-feira e nem jogar meu futebol que naquela época era sagrado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Eu aprendi aí a expressão "ossos do ofício".  Como se não bastasse recebo na  cabine onde anotava a entrada dos carros de posse de dois instrumentos que o quarteto Brasil, Zé, Chico e o Encarregado me tiraram logo depois. Era um som, um radinho à pilha para ouvir basicamente louvor e a programação da mpb fm,(antena 1 eu só ouvia em casa) e meus livros, sempre variados: Direito, Machado de Assis, Augusto Boal (Teatro do Oprimido e outras poéticas) Mário de Andrade(Amar verbo intransitivo), Zuenir Ventura (1968 o ano que não terminou) Joaquim Ferreira dos Santos(1958 o ano que não devia terminar) e Marcelino Freire (Contos Negreiros) entre tantos que lia enquanto esperava dar a hora de ir embora.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Antes de ir embora o Felha me liga e diz:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;"- Mano estamos aqui no teatro do planetário da Gávea e vamos ver a peça de uns caras lá da Bahia que o Bill nos apresentou. Os caras são responsa!"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Eu disse:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;- Felha, eu só saio às 22:30mim.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Ele disse:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;"- Vem pra cá nos vamos desenrolar com a produtora para tu entrar.!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;- Ok.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Bem eu estranhei o Felha me ligar e fazer o convite por que o ator era eu. Mas o importante aqui é pensar a questão de como abrimos mão de nossos sonhos para trabalhar para os outros. Isso se dá, basicamente, pelo fato de termos de comer e,  em alguns, pelo  extremo de termos que alimentar nossos filhos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Fui para  o teatro correndo e chegando lá me identifiquei como sendo da Cufa. O rapaz chamou a produtora que me deu uma bronca pelo atraso e me deixou ficar em um cantinho no chão do teatro, eu, obviamente fiquei puto com ela que nem ouviu o que eu tinha a dizer e tascou logo uma bronca.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;A  peça estava no final eu fiquei apaixonado pelo pouco que vi e  muito entusiasmado com a possibilidade que o grupo trazia mas não era algo consciente. Me aproximei afetivamente desse grupo, fui para o  hotel deles, nos tornamos amigos, saíamos para comemorar, trocamos camisa e inclusive, eu e Nino  fizemos uma participação especial para atender um desafio feito por três componentes do grupo que disseram que eu era um carioca frouxo. Essa participação rendeu uns esporros mas a emoção foi tanta que valeu a pena ficar nu na peça dos outros.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Quando esse grupo foi embora deixou em mim a certeza que era possível fazermos algo. Outros amigos já haviam se juntado a esse bando, amigos como Fu, Bil que não é o MV e os três eu Nino  e Felha. E  dessa relação fomos para escola de samba, organizamos campeonato de futebol buscamos com muito empenho realizar aquilo que a aquel grupo havia nos deixado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Nunca disse a ninguém mas quando eles voltaram para Salvador deixando a mensagem que era possível,  mesmo sendo amador, e que o importante era fazer, meu olho encheu dàgua e chorei, de saudade dos amigos baianos que  nos proporcionaram tanta felicidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Esse grupo chama-se Bando de Teatro Olodum e as pessoas com quem convivemos mais naquele ano foram Jorge, Braz, Lenon, Val, Auristela e a produtora Tânia Rocha.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Eu não só sou grande amigo deles por que tenho zelo carinho e respeito, nós também trabalhamos juntos e eu tive a e eu dei oficina de audiovisual para eles.  Tânia Rocha é minha Guru, minha vida profissional hoje, e devo muito a ela que me orienta e acolhe como mãe, amiga e chefe sempre olhando no olho.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Por isso que esse fórum tem um sabor diferente pra mim. Ter esse fórum organizado por Chica me emociona e faz eu ver que valeu a pena tudo aquilo que vivemos tudo aquilo que eu passei. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Sendo assim louvo o trabalho da Cufa e o MV Bill que me aproximou dessas pessoas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-4889082311979558916?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/4889082311979558916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/07/bahia-estacao-primeira-do-brasil-por.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/4889082311979558916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/4889082311979558916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/07/bahia-estacao-primeira-do-brasil-por.html' title='&quot;A Bahia, Estação Primeira do Brasil&quot;'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-3553844547065046330</id><published>2009-07-03T01:29:00.002-03:00</published><updated>2010-09-08T19:54:29.714-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A banalização dos crimes contra mulher'/><title type='text'>A banalização dos crimes contra mulher</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;img style="width: 69px; height: 80px;" src="http://img293.imageshack.us/img293/1586/maraazevedoespelho.jpg" align="left" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Maíra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Azevedo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;Recebi essa semana, a notícia de mais um crime bárbaro contra uma mulher. Foi manchete em todos os jornais aqui da Bahia. A assistente social Luciana Lopo foi torturada por quatro horas, pelo seu companheiro, o professor de educação física Adalberto França.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Crimes como esse acontecem todos os dias e já se tornou algo banal. Fazemos aquela cara de susto, no momento, mas depois seguimos com nossas vidas, afinal, muitos afirmam que se uma mulher continua a viver com um homem que a maltrata é simplesmente por que quer. Será??? Fico a me perguntar, quem é que gostaria de ter o seu corpo queimado com óleo vegetal e leite quente. Ser perfurada com uma arma de artes marciais e ainda levar dois tiros na genitália e tudo isso amarrada á uma corda?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Temos um legado de violência contra a mulher. Em nossa história as mulheres sempre foram tratadas como objetos, ou de enfeite (as sinhazinhas) ou de prazer (negras e índias), e isso não é algo que mude rapidamente, temos conseguindo alguns avanços é verdade, mas o ranço histórico permanece.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Até muito pouco tempo, qualquer homem tinha o “direito de matar” em nome da sua honra. E esse foi o motivo que Adalberto alegou para se defender, ele afirmou que amava demais a sua companheira, mas não admitia traição e que depois dos castigos que a submeteu, poderia até mesmo perdoar, pois era grande o seu amor.  Ficou pasmo? Isso não é o bastante. Gravemente ferida Luciana pediu aos seus familiares que não fizesse nada contra Adalberto, pois queria apenas ficar em paz. Aí você pode se questionar como ela se permitiu passar por tudo isso? É justamente nesse ponto que eu quero tocar, não podemos esquecer que vivemos em uma sociedade racista, machista, sexista, que a todo momento trabalha para nos afirmar que o “macho” detém direitos sobre a sua “fêmea” e que agir assim é a coisa mais natural.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Luciana é vítima duas vezes. Foi agredida fisicamente, psicologicamente, e ainda sim se sente culpada. Não acha que deve denunciar o seu agressor. E não é só ela que é assim. De acordo com dados da Delegacia Especial para as Mulheres (DEAM ) 94% das mulheres que sofrem agressão não tem coragem de denunciar por medo de represálias dos seus companheiros, maridos, namorados.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;A pressão sob as mulheres ainda é muito maior. Se uma mulher não tem um relacionamento é tachada de problemática, maluca, esquisita. É cobrada cotidianamente para apresentar o seu “macho”. E por medo de não corresponder a essa expectativa social, termina se submetendo a violências como essa. Que o caso de Luciana, não se torne apenas estatística, mas que suscite nas mulheres a coragem de dizer não. Que não se permitam mais serem vítimas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Temos a obrigação de socializar as informações. Se Luciana tivesse se válido da Lei Maria da Penha, a repercussão da história seria outra. Teria sido uma mulher que usou a legislação brasileira a seu favor, que se assumiu como senhora do seu corpo e do seu querer. Assim como deve ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-3553844547065046330?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/3553844547065046330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/07/banalizacao-dos-crimes-contra-mulher.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/3553844547065046330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/3553844547065046330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/07/banalizacao-dos-crimes-contra-mulher.html' title='A banalização dos crimes contra mulher'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-8043790300655258358</id><published>2009-06-24T21:18:00.002-03:00</published><updated>2010-09-08T19:59:32.264-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Moda e o Hip Hop – capitulo 2'/><title type='text'>A Moda e o Hip Hop – capitulo 2</title><content type='html'>&lt;div  style="font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;por Carol Delgado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando o hip hop como uma expressão da cultura popular americana, podemos observar um processo de reposicionamento de marcas e produtos a partir das marcações veiculadas nos meios de comunicação de massa. A ostentação de jóias, carros e mansões por uma parcela de rappers americanos são justificadas ora como uma maneira de afrontar a elite branca, ora como maneira de mostrar a juventude negra que existem outros caminhos para uma boa qualidade de vida além do crime, ora como maneira de tentar fazer parte da elite dominante seguindo seus padrões de consumo. Essa negociação do papel do consumo no hip hop varia de acordo com as particularidades locais, mas basicamente transita entre o protesto e a imitação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;A algumas temporadas atrás, as duas principais revistas do gênero (Vibe e The Source) propuseram uma discussão com os principais estilistas e empresários do ramo sobre os caminhos do mercado de urbanwear, segmento que costuma movimentar bilhões de dólares por ano, quase 10% do lucro da indústria de vestuário masculino dos Estados Unidos, entre roupas e acessórios - calçados, bolsas, bonés, jóias. Na época do surgimento das primeiras iniciativas, o pensamento das grifes era: “clothes for us, by us”. Nos anos 90, o hip hop virou um fenômeno lucrativo mundial, e as principais marcas do gênero sentiram o impacto tanto quanto as gravadoras. As roupas seguiram o conceito “made by us” mas não são exclusivamente “for us. O movimento como um todo acabou por conquistar consumidores brancos e das classes mais altas. Houve uma reestruturação no mercado que pretendia conquistar uma nova parcela sem perder os consumidores fiéis.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Leia também a primeira coluna &lt;a href="http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/05/moda-e-o-hip-hop-capitulo-1.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-8043790300655258358?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/8043790300655258358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/06/moda-e-o-hip-hop-capitulo-2-por-carol.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/8043790300655258358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/8043790300655258358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/06/moda-e-o-hip-hop-capitulo-2-por-carol.html' title='A Moda e o Hip Hop – capitulo 2'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-4345535632046122696</id><published>2009-06-18T00:25:00.003-03:00</published><updated>2010-09-08T19:51:24.210-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De terça a domingo'/><title type='text'>De terça a domingo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;img style="width: 61px; height: 67px;" src="http://img146.imageshack.us/img146/2308/65836068.png" align="left" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Anderson &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Quak&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;São cinco horas da manhã. O galo canta. Faz 13° em Pedra de Guaratiba.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Como de costume me recuso a levantar de primeira, sigo o tradicional mais 5, mais 10 e às vezes mais 15 até perder a hora. Meus três despertadores (celular, rádio relógio e o Cuco) parecem perceber e não permitem que eu continue nesse transe. Assim, fizeram com que meu corpo levantasse e minh’alma permanecesse deitada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Dia 2 de junho, faltam exatamente 10 dias para o dia dos namorados. Hoje comemora-se o nascimento do escritor José Lins do Rego autor de Menino de Engenho e Riacho Doce.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ligo Rádio. Sintonizo na Antena 1 Light FM. Vou ao banheiro. Quando retorno percebo que a programação da rádio havia mudado e logo em seguida descubro o pior, minha rádio tinha sido extinta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Entro no carro. Não ligo o rádio. Chego no trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Bom dia Tati.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"- Bom dia Quak."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- O que temos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"- Duas entradas para assistir As artimanhas de Scapino (hahahahaha)."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;São 12h. Restaurante lotado. Encontro um fio de cabelo no Salmão grelhado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Tati, chegou alguma correspondência via sedex à cobrar pra mim?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"- Chegou sim."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Toca o Telefone. Tati atende. Olha pra mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"- Quak, é o Cico.Ele quer os nomes. O que eu faço?"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Passa para o Alex.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;18h. Vou embora. Toca o celular.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"- E aí Douto?"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- E aí Douto!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"- Vamos assistir as Artimanhas de Scapino?"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Vou não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"- Vamos sim cara, é com a Cia. dos Atores de Laura."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- E daí Douto?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"- E daí que a peça é um sucesso e que o Paulo Hamilton que fez Antônio e Cleópatra com a gente, esta na peça."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Ele faz o quê?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"- O Avarento."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Mas o Avarento não é uma peça de Moliere?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Teatro das Artes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; Terça-feira. Gávea. 21h. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;As artimanhas de Scapino.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;A minha semana a partir do convencimento do Doutor iria tomar um outro rumo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Espaço Sesc. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Quarta-feira. Copacabana. 20h.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt; Confronto de Domingos de Oliveira.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Casa de Cultura Laura Alvin.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; Quinta-feira. 21h.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt; Quando as máquinas param.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Teatro das Artes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; Sexta-feira. Gávea. 21:30h. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Decameron.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Iracema de Alencar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; Sábado. 21h. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Perdoa-me por me traíres de Nelson Rodrigues.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Teatro Municipal do Jockey.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Domingo. 21h. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;O Estrangeiro dirigido por Vera Holtz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Alô. Benção mãe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"- Anderson. Tu não vem mais pra casa, agora só quer saber de teatro, tá comendo teatro."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Mãe tu e minha irmã não se decidem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"- Por quê?"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt;- Há um mês atrás reclamaram que eu nunca mais havia ido ao teatro. Se não vou ao teatro reclamam se vou reclamam também.  Acho que fui de mais né. (rs)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-4345535632046122696?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/4345535632046122696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/06/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/4345535632046122696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/4345535632046122696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/06/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html' title='De terça a domingo'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-1307500648989371697</id><published>2009-05-20T16:35:00.003-03:00</published><updated>2010-09-08T20:00:22.373-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Moda e o Hip Hop – capitulo 1'/><title type='text'>A Moda e o Hip Hop – capitulo 1</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;por Carol Delgado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Nos anos 70, acompanhando as agitações políticas da época, surgiu uma manifestação cultural que estimulava o orgulho de ser negro e estimulava os negros a lutarem por seus direitos num país marcado por uma forte segregação racial e, como o Brasil, também construído através da mão de obra escrava trazida da África. Inspirados em líderes negros, como Martin Luther King, Malcom X e Huey Newton, jovens negros, estimulados pelo sucesso do soul e do funk, resolveram dar mais poesia a esses ritmos considerados já absorvidos pelo sistema e longe da missão de servir como música de protesto contra a opressão do povo negro. Surgia o rap - ritmo e poesia. Este é considerado a base mais forte do hip hop no Brasil, que se complementa ainda com o graffiti, o break, e o dj. A moda surge como um importante elemento que comunica e distingue os participantes do movimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O diálogo com a moda surge na estruturação do próprio movimento. O estilo hip hop constrói uma linguagem que transmite suas idéias, e expressa, antes de tudo, atitude. Os artistas do hip hop adotam o estilo como forma de construção de uma identidade que joga com as distinções e as hierarquias de classe ao usar a a força do consumo para reivindicar um território cultural. A moda hip hop é um rico exemplo de apropriação crítica pelo estilo. Meio alternativo de criar uma condição social, o estilo hip hop forjou identidades locais para os jovens que compreenderam como era limitado o seu acesso às vias tradicionais de status. O movimento criou um estilo peculiar que, nos anos 80, costumava mixar grandes e tradicionais marcas e usá-las de maneira mais despojada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As raízes da moda de rua, ou streetwear, aparecem nos anos 80, quando as roupas usadas pelos adeptos do movimento hip hop nos Estados Unidos conquistaram os estilistas e camadas médias e altas da sociedade. A periferia inspirou tendências para além do gueto, e até mesmo para as passarelas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na moda hip hop também aparece a preocupação com a auto-estima negra na construção da identidade. As referências de uniformes esportivos mostram essa relação: surge como forma de homenagear os ídolos negros americanos do esporte, principalmente do basquete e atletismo. Os jogadores de basquete americanos, principalmente, influenciam jovens do mundo todo e são reconhecidos como criadores de tendências, celebridades com estilo próprio e assinam linhas de vestuário exclusivas para grandes marcas esportivas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-1307500648989371697?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/1307500648989371697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/05/moda-e-o-hip-hop-capitulo-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/1307500648989371697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/1307500648989371697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/05/moda-e-o-hip-hop-capitulo-1.html' title='A Moda e o Hip Hop – capitulo 1'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-4925219896742992894</id><published>2009-05-13T13:53:00.003-03:00</published><updated>2010-09-08T19:51:34.286-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Overdose de Boal'/><title type='text'>Overdose de Boal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;img style="width: 61px; height: 67px;" src="http://img146.imageshack.us/img146/2308/65836068.png" align="left" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Anderson &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Quak&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;O primeiro livro de teatro que me indicaram e que li foi de Augusto Boal. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Isso fez com que eu tivesse coragem de fazer teatro dentro e fora da favela. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Depois até fundei um grupo de teatro na Cidade de Deus com uns amigos. Boal em sua literatura e experiência, me encorajava a fazer teatro como meu pai me encorajava a jogar futebol.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Tive oportunidade de participar, em uma etapa da minha vida, de oficinas com o Boal, e o pessoal do Teatro do Oprimido na Lapa. Foi um momento mágico em minha vida. Dias intensos de experimento teatral, discussões do ser humano melhor e sobre tudo possibilidades cênicas que a vida lhe dar. Por que para Boal o teatro é a vida estilizada, por que tudo que fazemos num fazemos noutro, e é verdade. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ainda mais no teatro que a platéia participa com um personagem na tentativa de resolver a cena.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Sendo que, como platéia é muito fácil resolver questões, quando a pessoa desce, vê que o "buraco é mais em baixo", e nem sempre se resolve.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Eu vivi um oprimido em cena e depois vivi o opressor, em uma história verídica que aconteceu em uma penitenciária no Rio de Janeiro. Fiquei impressionado no teatro do oprimido com a capacidade de criação dos que nunca tinham visto teatro antes. E como o método do Boal pode ajudar muito as pessoas. Nessa cena do presídio, a história era de um professor que dava aulas no presídio e decide levar informática para penitenciária. A direção não deixa. A platéia passa a participar a partir daí. No lugar dos detentos, do professor e da direção do presídio. A música,  cenário,  figurino e improvisação de textos, criação dos atores e não atores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Eu sei que Boal estará presente conosco por toda nossa vida e que não a motivos pra chorar sua morte e sim caminhar.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Boal  tinha saída pra tudo, por isso até que criou tantos teatros. Então nós temos mais é que caminhar, temos mais é que buscar um mundo melhor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Eu gostaria que existisse um Boal em cada esquina. Isso não é possível e talvez seria chato mas ler os livros do Boal é mais que possível, é imprescindível.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Uma imensa oportunidade para atores e não atores, ai vão alguns títulos da Overdose de Boal:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Arena conta Tiradentes.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;São Paulo: Sagarana,1967.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crônicas de Nuestra América.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;São Paulo: Codecri, 1973.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Técnicas Latino-Americanas de teatro popular: uma revolução copernicana ao contrário.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;São Paulo: Hucitec, 1975.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Teatro do oprimido e outras poéticas políticas.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rio de Janeiro. Civilização Brasileira. 1975.Jane Spitfire. Rio de Janeiro: Codecri,1977.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Murro em Ponta de Faca.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;São Paulo: Hucitec, 1978.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Milagre no Brasil.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.Stop: ces't magique. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Teatro de Augusto Boal. vol.1&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;São Paulo: Hucitec,1986.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Teatro de Augusto Boal. vol.2. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;São Paulo: Hucitec,1986.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Corsário do Rei.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1986.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O arco-íris do desejo: método Boal de teatro e terapia.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1990.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Suicida com Medo da Morte.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1992&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Teatro legislativo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aqui Ninguém é Burro! Rio de Janeiro:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Revan, 1996&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jogos para atores e não-atores.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hamlet e o filho do padeiro. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rio de Janeiro: Civilização Brasileira 2000O&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Teatro como arte marcial.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rio de Janeiro: Garamond, 2003.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Valeu Boal!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-4925219896742992894?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/4925219896742992894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/05/overdose-de-boal.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/4925219896742992894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/4925219896742992894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/05/overdose-de-boal.html' title='Overdose de Boal'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-8195875972984357379</id><published>2009-05-08T19:30:00.003-03:00</published><updated>2010-09-08T19:37:07.232-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos ao Teatro?'/><title type='text'>Vamos ao teatro?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_orvBBdVW_r0/TIgO_EWp59I/AAAAAAAABx8/NFszv2ZKfyI/s1600/laz.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 82px; height: 78px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_orvBBdVW_r0/TIgO_EWp59I/AAAAAAAABx8/NFszv2ZKfyI/s200/laz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514674220378482642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Lázaro&lt;br /&gt;Ramos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Casa de classe media.22:30h. Roda de amigos. Todos bebem alegremente a sobra de champanhe da última festa da empresa de Melquesalem, até que José Carlos puxa um assunto que não tem nada haver com o que todos falavam até então.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Até aquele momento já haviam falado sobre a Mulher Melão, sobre o aumento de impostos, sobre a novela dos fantasmas, a quantidade de pêlos pubianos de determinada atriz que posou na “Só Boazudas “. Enfim… assuntos não faltavam. mas lá vai José Carlos e seus assuntos…&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;José Carlos - Em que mês nós estamos?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Tania - Novembro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;José Carlos - Quase é o fim do ano. Vocês já foram ao teatro esse ano?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Tania - Não. Teatro é muito chato e cafona.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Meirelles - Não. Só tem peça ruim.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Dos Santos - Não. Não achei nenhuma por esses tempos com ator que faz novela.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Janaina - Não. A ultima peça do meu  primo que fui ver jogaram água no meu cabelo e eu tinha acabado de fazer escova progressiva.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Ivan - Não. A Ultima peça que fui ver só tinha palavrão.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Melquesalem - Não. A única peça que eu vi, tinha um cara nú, que tomava uns tapas na cara de uma atriz com cara de maluca e no fim ainda fizeram piada da minha careca.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Neste momento sem muito pensar e já se arrependendo do que ia dizer, José diz:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;José Carlos – Tá vendo ai, quantas sensações diferentes o teatro provocou em vocês.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;E após uma pequena pausa a sala estourou numa saraivada de gargalhadas e comentários jocosos com relação a frase recém-escutada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;José, que agora se resumia a um Zezinho, levantou-se e foi em direção ao balde de champanhe. Encheu sua taça, enquanto ouvia Janaina dizer: Ele só fala essas coisas porque na faculdade ele fazia aqueles textos engajados do Brecht, é um ator frustrado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Comeu um pedaço do sanduíche à metro que agora poderia ser rebatizado de sanduíche à centímetro e pensou: Como é que eu vou conseguir explicar a eles o que o teatro me deu. Como vou dizer que vendo “Novas Diretrizes para tempos de Paz “ eu me tornei um ser humano melhor. Que eu me diverti e relaxei vendo tantas comédias que nem consigo citar apenas uma. De onde tirar argumentos para dizer o quanto aprendi e refleti com tantas peças do Bando de Teatro, do Teatro, do Oficina, Na praça Roosevelt, ou até mesmo nos festivais de teatro que eu pude ir. Será que eles entenderão que eu queria ser o Milton de Souza depois que eu  o vi apenas uma vez numa montagem do “Rei Lear” , no dia 27 de abril de 1997,na cadeira p17 do Teatro Vila Alves. Como revelar que até hoje sou apaixonado pela Léa Bulbul que fazia a Dandara naquela montagem de “Fausto e Dandara”.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;José sabia da inconstância do teatro, da tendência do público nos seus gostos, mas mesmo assim, após comer os farelos do pão ele tomou uma decisão: Quando sair o meu salário eu vou comprar ingresso para todos irem ver a nova montagem de Galileu Galilei que estreou semana passada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Virou-se e puxou outro assunto, para ele menos polêmico.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;José Carlos – E ai turma, qual foi o último filme nacional que vocês viram?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-8195875972984357379?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/8195875972984357379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/05/vamos-ao-teatro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/8195875972984357379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/8195875972984357379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/05/vamos-ao-teatro.html' title='Vamos ao teatro?'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_orvBBdVW_r0/TIgO_EWp59I/AAAAAAAABx8/NFszv2ZKfyI/s72-c/laz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-930909032227910126</id><published>2009-04-29T18:28:00.005-03:00</published><updated>2010-09-08T19:58:10.930-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Juventude negra e a espera pelo dia seguinte'/><title type='text'>Juventude negra e a espera pelo dia seguinte</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;img style="width: 69px; height: 80px;" src="http://img293.imageshack.us/img293/1586/maraazevedoespelho.jpg" align="left" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Maíra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Azevedo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Sinônimo de inconseqüência e futilidade foi assim que a mídia definiu a juventude brasileira nos últimos anos. Basta ligar o aparelho de TV ou adquirir qualquer publicação destinada ao público jovem que se pode constatar a visão que insistentemente é passada sobre cerca de 20% da população. As preocupações, as ações e os sonhos são todos pautados pelo consumo exacerbado, como se a única inquietação juvenil fosse ter a roupa da moda, o tênis da vez ou ainda freqüentar os lugares badalados.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Mas, dentro deste universo existe um outro percentual, que representa aproximadamente 7% de brasileiros e brasileiras e que possuem um outro sonho. Um sonho que e a primeira vista pode parecer simples e banal, entretanto vem se tornando cada vez mais difícil, O DIA SEGUINTE. Essa é a realidade dos jovens negros, com idade entre 15 e 24 anos, que representa cerca de 15 milhões de pessoas e que todos os dias, quando conseguem chegar em casa, têm motivos para comemorar. Conseguiram a façanha de vencer as estatísticas. É um sobrevivente do sistema perverso, que silenciosamente aniquila a juventude negra brasileira.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Alvos prediletos dos grupos de extermínio e das ações violentas de alguns policiais, a juventude negra está no topo dos índices que revelam as desigualdades sociais e raciais do nosso país. Somos nós, jovens negros que vivemos sob o jugo das famílias consideradas pobres e miseráveis, que recebemos os salários mais baixos do mercado e também os primeiros a serem escolhidos na hora da demissão, e ainda, no caso das jovens negras, as que morrem nas clínicas de abortos clandestinos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Entre as medidas atuais de extermínio da juventude negra, temos a campanha a favor da redução da maioridade penal. A consciência dos privilégios da elite branca brasileira é tamanha, que existe todo um setor conservador conspirando e usando as instâncias de poder para legitimar mais um crime coletivo. Querem sentenciar ao cárcere de seres humanos, aqueles que são, muitas vezes, mais vítimas do que algozes. Destinar a juventude negra às “penitenciárias juvenis”, conhecidas como casas de recuperação, que são verdadeiros depósitos de crianças, e como não poderia deixar de ser, na sua maioria negra e pobre.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Porque dentro de um largo contingente de jovens negros, que cometem algum tipo de delito, e são rapidamente cunhados de criminosos, facilmente se encontra meninos e meninas que não tiveram oportunidades. Exemplo contrário foi o caso do grupo de 5 amigos cariocas, moradores de condomínios de luxo, na zona sul do Rio de Janeiro, que espancaram e roubaram a empregada doméstica Sirley Dias, pelo bestial motivo de que se tratava de uma prostituta. Mas, para os que subjugam as leis, essas coisas não foram crimes, mas sim, simples brincadeiras de mau gosto. Pois, como bem definiu o pai de um dos criminosos que atacaram a empregada, “eles só queriam se divertir”.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Bom, eu preciso dizer a esse pai desavisado, que muitos dos meus irmãos, jovens negros, que são levados a praticar delitos, não o fazem por diversão. Mas, sim pela busca do direito que lhe foi subtraído de poder se alimentar, de garantir sua sobrevivência e poderem colocar em prática, ainda que por mal traçadas linhas, o artigo 5 º da constituição, o seu direito de ir e vir, na certeza que não será um dos escolhidos dos grupos de extermínios, das ações de policiais truculentos, que não se tornará mais uma vítima das chacinas, que já são recorrentes na nossa cidade, ou ainda ser escolhido como o alvo da diversão desses grupos de jovens, que sempre tiveram acesso a tudo, e ainda assim, teimam em tirar, daqueles que socialmente não têm nada, a única coisa que lhes resta, a sua dignidade ou a sua vida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;E é por isso que a juventude negra brasileira tem pressa, mas uma pressa diferente de tudo. Não é a espera de uma festa, de mais um programa ou de uma nova roupa. Tem pressa de viver. De ter a certeza que terá direito ao seu dia seguinte. De que o silêncio dos bons que impera sobre seu genocídio, lento, gradual e programado será quebrado. Porque não falar sobre isso é compactuar com o modelo perverso que prevalece e nos mata aos poucos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Queremos ter o poder de decidir o nosso destino. E estamos nos organizando para isso, formando frente de batalhas, contra o sistema. Ocupando espaços que historicamente decidiram que não seria ali o nosso lugar. E dando passos para que o dia seguinte, não seja mais apenas uma vitória contra as estatísticas e sim a implantação de uma sociedade verdadeiramente democrática.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-930909032227910126?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/930909032227910126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/04/juventude-negra-e-espera-pelo-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/930909032227910126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/930909032227910126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/04/juventude-negra-e-espera-pelo-dia.html' title='Juventude negra e a espera pelo dia seguinte'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-1546058633353617198</id><published>2009-04-22T21:50:00.003-03:00</published><updated>2010-09-08T19:51:51.020-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Orkut'/><title type='text'>Orkut</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;img style="width: 61px; height: 67px;" src="http://img146.imageshack.us/img146/2308/65836068.png" align="left" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Anderson &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Quak&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Em primeiro lugar gostaria de saber se você tem ORKUT?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Pois é, eu não tenho.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;No entanto, ele me tem!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Esse tema me ocorreu quando um grupo de amigos me indagou se eu tinha Orkut.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Eu respondi que não.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Perguntaram para mim se tinha foto minha nos Orkuts de outras pessoas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Perplexo respondi que não, e que eu não me deixava fotografar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Então decidiram fazer uma busca, pasmem vocês, um monte de fotos, até da época de criança. A essa altura minha cara tinha caído no chão.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Imagino que a internet ainda não tenha criado uma ferramenta que alterasse tanto o comportamento das pessoas como o Orkut.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Já ouvi pessoas comentando que iam dar uma festa para depois ter novas fotos para postar no Orkut, e apesar de toda essa mobilização os engraçadinhos põem cadeado só para os mais chegados verem. O que entendo disso é que eles querem ser Vips.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Sei de pessoas que criaram Orkut apenas para irem atrás de amigos de infância. Sei de gente que casou, namorou e o pior, se separou por causa dessa ferramenta, apenas por que os textos dão margens a interpretações comprometedoras, e para uma pessoa ciumenta basta. Fora as relações que já estão por um fio e precisam de um peteleco pra terminar. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Saindo do âmbito dos relacionamentos amorosos, o Orkut tem outras facetas, uma dessas é a relação profissional, eu particularmente nunca soube de alguém que arrumou um trampo via Orkut, mas há quem confirme essa tese.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Têm aqueles sem noção que marcam e desmarcam compromissos por scrap. E depois dizem “você não viu meu scrap?”. E outros mais assanhadinhos que ficam dias e dias se correspondendo por depoimento.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Há certas coisas que chegam a me indignar, ex: seres humanos fazem questão de criar comunidades para encher o saco do próximo com scraps “Add minha comu aí”. Faça-me o favor, né?!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;E as frases de efeito? Nossa, essas são demais! Aí vão algumas selecionadas por um amigo, que colaborou com esse artigo:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;"Estou tentando me reinventar diariamente...definam vocês!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;"A Vida é Bela! O negócio é aproveitar cada minuto, pois o tempo passa muito rápido!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;"Nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;"   &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;"EU SOU QUEM SOU POR MERITO E ESFORÇO MEU" desculpe-me os simples mortais&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;."&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Se as frases têm efeito ou não, eu não sei dizer, o que eu sei é que ainda ontem quando eu comprava um chocolate para me aquecer do frio, se aproximou de mim uma moça, até que ela era bonita, mas o que me chamou atenção foi a frase de efeito que ela carregava literalmente no peito, a frase dizia: “50 % solteira”. Caí na armadilha e comentei: - "Poxa, camisa interessante". Ao que ela respondeu: "- Nossa, quando eu brotei no Orkut com essa blusa foi a maior polêmica, as pessoas querem saber onde estão os outros 50 %".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Concluí com esse fato, que eu não tenho Orkut mas ele me tem... e pra ser honesto com todos os leitores do blog do Programa Espelho, eu já tive um Orkut!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-1546058633353617198?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/1546058633353617198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/04/orkut.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/1546058633353617198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/1546058633353617198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/04/orkut.html' title='Orkut'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-1455673545786385931</id><published>2009-04-16T06:48:00.003-03:00</published><updated>2010-09-08T19:36:08.800-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Control C / Control V'/><title type='text'>Control C / Control V</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_orvBBdVW_r0/TIgO_EWp59I/AAAAAAAABx8/NFszv2ZKfyI/s1600/laz.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 82px; height: 78px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_orvBBdVW_r0/TIgO_EWp59I/AAAAAAAABx8/NFszv2ZKfyI/s200/laz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514674220378482642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Lázaro&lt;br /&gt;Ramos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Vamos combinar que  todos sabem do que eu estou falando? Copiar e Colar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;O Computador e a internet nos trouxeram vários benefícios, mas também nos trouxe o agora tão comum habito de não nos aprofundarmos nas informações. É claro que ter essas teclas nos auxiliando traz praticidade as nossas vidas cada vez mais corridas, mas ler livros ainda é insubstituível. Então aproveito para sugerir alguns  livros e autores:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;“A Verdade Seduzida”  de Muniz Sodré, “Um defeito de cor”  de  Ana Maria Gonçalves, “O Olho mais azul”  de Tony Morisson, “A Negação do Brasil” de Joelzito Araujo, “O Ano em que Zumbi tomou o Rio” de José Eduardo Agualusa, “O Anjo de Chocolate” de Sonya Silva,  “Corpo Negro caído no chão” de Ana Luiza Flausina, “Entremeio sem babado” de Patrícia Santana, “Machado Afro descendente” de Eduardo de Assis, “Menina bonita de laço de fita”  de Ana Maria Machado,  Em busca de um caminho para o Brasil”de Helio Santos , “Atlas Afro Brasileiro – Cultura popular “ de Raul Lody e Pra finalizar 3 autores que tem tanta coisa boa que fica o nome e a sugestão para que vocês provem todos os sabores que eles podem te oferecer: Machado de Assis ( Ainda e sempre), Nei Lopes e Elisa Lucinda.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Reserve um momentinho para a leitura. Espalhe livros nos cantos mais improváveis e vá lendo no seu ritmo. Eu leio muito no banheiro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;As sugestões que passei são o ctrl C, agora façam um ctrl V que se fixe durante muito mais tempo... Leiam,  divirtam-se e mandem sugestões de outros títulos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;O único patrimônio que não nos tiram é o conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-1455673545786385931?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/1455673545786385931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/04/control-c-control-v.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/1455673545786385931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/1455673545786385931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/04/control-c-control-v.html' title='Control C / Control V'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_orvBBdVW_r0/TIgO_EWp59I/AAAAAAAABx8/NFszv2ZKfyI/s72-c/laz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-4078268719339547152</id><published>2009-04-09T06:42:00.002-03:00</published><updated>2010-09-08T20:00:56.756-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Moda é Minha Língua'/><title type='text'>A Moda é Minha Língua</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;por Carol Delgado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Quando comecei a trabalhar com moda, muita gente achou esquisito, afinal, depois de tantos anos de trabalho no terceiro setor e pesquisas antropológicas, pra que jogar tudo para o alto e me deixar seduzir pelo efêmero e supérfluo mundo da moda? Enganaram-se redondamente aqueles que pensaram assim, pois toda minha experiência muitíssimo prática com a periferia e a cultura de rua, me fez perceber o quanto a estética é um elemento presente e fundamental, até mesmo no cotidiano do mais simples dos mortais.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;    A relação entre a moda e a periferia é.....APAIXONANTE, daria livros, filmes, e na minha vida, um caso de amor eterno. Durante muito tempo, a moda foi olhada como instrumento de opressão dominante pelos cientistas sociais. Bom, se pensarmos na hegemonia de certos padrões de beleza, e na agressividade quase sem ética de algumas grandes empresas, eles não estão lá tão defasados em seus pensamentos. Mas não podemos deixar de olhar o mundo a nossa volta e admitir que atualmente a relação tem muito mais a ver com diálogo do que com dominação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;    O hip hop, por exemplo, desde o seu nascimento, abastece a moda com muito estilo e atitude. Aliás, o “black style” produzido pelo triângulo criativo da diáspora africana (Londres – NY – Kingston) e pela juventude africana contemporânea, é fonte inesgotável de inspiração para a produção de imagens e bens de consumo. Os jovens produtores deste lifestyle ao redor do mundo são a prova de que as roupas podem ser usadas de diferentes maneiras, do protesto à exaltação do belo, afirmando categoricamente seu poder de comunicação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;    Entender o papel da moda, e das manifestações estéticas em geral, é fundamental para entendermos não só as raízes e os caminhos do movimento hip hop, mas também uma série de questões ligadas à juventude negra. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-4078268719339547152?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/4078268719339547152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/04/moda-e-minha-lingua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/4078268719339547152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/4078268719339547152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/04/moda-e-minha-lingua.html' title='A Moda é Minha Língua'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-800418949884608137</id><published>2009-04-02T00:24:00.002-03:00</published><updated>2010-09-08T19:55:57.268-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Olhando-se no espelho e construindo a sua identidade'/><title type='text'>Olhando-se no espelho e construindo a sua identidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;img style="width: 69px; height: 80px;" src="http://img293.imageshack.us/img293/1586/maraazevedoespelho.jpg" align="left" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Maíra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Azevedo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Observação. Esta pode ser uma das palavras que define o processo de construção da identidade. Ao nascer, uma das primeiras ações que o individuo desenvolve é conhecer e reconhecer as pessoas e ambientes. E será através dessas observações que poderá definir com o que se identifica. Durante a infância uma das brincadeiras preferidas é ver a sua imagem refletida naquele objeto curioso, chamado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;espelho&lt;/span&gt;. É aquele reflexo que te assegura que você é único.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;A identidade está em tudo que faz parte da história do ser humano. Ao longo da vida se adquire novos hábitos e costumes que serão incorporados a identidade. Desde o nascimento, as pessoas iniciam uma longa e permanente interação com o meio em que está inserido/a, a partir do qual construirá não só a sua identidade, mas também as suas emoções.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Assim, é possível deduzir que, a construção da identidade depende muito mais do outro, do que de si próprio, já que dependemos quase que exclusivamente da imagem alheia para construirmos a nossa. A compreensão que o individuo tem de si próprio está diretamente ligado ao entendimento do outro, algo que está fora, mas, ao mesmo tempo, fornece condições para que o sujeito exista. E a televisão, devido ao seu papel social, é fundamental nesse processo de construção. Podemos afirmar que milhares de pessoas tem as suas opiniões formadas, exclusivamente, através do que é veiculado pelos veículos de comunicação, principalmente a Tv.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;O desafio da mídia é abordar, de forma inovadora, os negros que fogem dos estereótipos. É necessário que se apontem as mudanças que estão acontecendo no nosso país. Temos de mostrar às crianças, que os negros e a cultura africana, não se resumem ao carnaval, futebol e candomblé. Temos que suscitar a curiosidade e comprovar que o povo negro foi e é essencial para cultura do país. E o programa &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Espelho&lt;/span&gt; faz isso muito bem.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Chega de explorar a escravidão como o único conceito histórico relacionado aos afrodescendentes. Os negros têm a sua história e a sua cultura, que não é nem pior, nem melhor do que as das outras raças. A televisão tem o dever, principalmente por ser uma concessão pública, de fomentar em todos os seus telespectadores a valorização da diversidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Que vejamos o &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Espelho&lt;/span&gt;, que já está na sua quarta edição, que conta a nossa história, que apresenta temas polêmicos, mas presentes ao nosso cotidiano, fugindo do estereótipo, nos levando a reflexão. Colocando na tela a face do nosso país. Mas vamos olhar, também, o espelho da nossa alma, nos avaliar internamente, julgar os nossos conceitos e preconceitos. Para que seja possível se olhar no espelho e não se assustar com a imagem que ele reflete!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Axé!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-800418949884608137?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/800418949884608137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/04/olhando-se-no-espelho-e-construindo-sua.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/800418949884608137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/800418949884608137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/04/olhando-se-no-espelho-e-construindo-sua.html' title='Olhando-se no espelho e construindo a sua identidade'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-3878669319512354431</id><published>2009-03-31T01:16:00.003-03:00</published><updated>2010-09-08T19:52:03.381-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Quarta-feira dia de defumador&quot;'/><title type='text'>"Quarta-feira dia de defumador"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;img style="width: 61px; height: 67px;" src="http://img146.imageshack.us/img146/2308/65836068.png" align="left" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Anderson &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Quak&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;As favelas do rio se modificaram muito e na Cidade de Deus não foi diferente. Quando eu era pequeno, a favela atravessa uma fase muito complicada, a famosa guerra do Mané Galinha contra o Zé Pequeno, na verdade era Zé pequeno contra Mané Galinha. Meu pai era muito amigo do irmão do falecido Pequeno, o também falecido Guto, que vem a ser pai de um falecido amigo de infância, o Tico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Crescer diante do tráfico não foi fácil, porém, o complicado mesmo era os policias acreditarem que a casa que meu pai havia comprado do Pequeno, não tinha relação com o dinheiro do tráfico, demorou mais os policias reconheceram que apesar da amizade com o pessoal, meu pai era um homem de bem. Diante de tanta perturbação por conta da tal casa, minha mãe achou por bem se mudar dali, e comprar um apartamento nos AP, como é conhecido o conjunto Gabinal Margarida. Na verdade, isso é um briga boba, quem mora nos AP tinha um costume de dizer que morava na Freguesia em Jacarepaguá, isso pra se diferenciar do pessoal que mora no outro lado, toda essa confusão se dava, por que nas contas de luz vinha inscrito freguesia, mas na prática tudo era favela, e tudo era CDD, já que o arquiteto que projetou nossa comunidade batizou ruas e praças com nomes bíblicos o que caracteriza a “ Cidade de Deus”, mas todo esse rolo hoje foi superado e essa talvez seja a mudança de hábito mais latente vista de dentro, apesar de ter mudanças bastantes significativas que poucas pessoas perceberam, vou listar algumas que percebi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;1º o tráfico ficou cada vez mais pesado, e apesar disso eu vejo que os jovens hoje tem mais opção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;2º o número de religião aumentou consideravelmente. Engano! O que aumentou foi o número de igrejas evangélicas e junto disso uma série de transformações tais como: o enfraquecimento da macumba dentro da favela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Quarta-feira era certo ter defumador no meu prédio, do primeiro ao quinto andar, nos dois lados do prédio, era uma cantoria e um fumace só, eu gostava por que tirava os mosquitos e como sou muito musical curtia as músicas também , minha irmã diz que tinha diferença o defumador de quarta era de Xango , um defumador da justiça , já no de sexta-feira era de limpeza, de descarrego. Minha irmã fala que na minha casa o defumador era a moda vai se embora, vai vendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;A música que mais gostávamos era essa:“Nossa senhora incensa a sua casa, com Jesus cristo eu vou incensar, mais eu defuma com as ervas da jurema, para o mal sair e a felicidade entrar”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Hoje o fumace é de fato o do mata mosquito, acabou na favela os defumadores e as cantorias, os vizinhos que não viraram crente deixaram de fazer o defumador não me perguntem por que. Mas de uma coisa eu sei, se passarmos a prestar mais atenção na vida, nos vizinhos vamos perceber o quanto estamos deixando nossa cultura, nossos hábitos e nosso história de lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Minha coluna o blog do espelho vai falar um pouco disso, amor, família, cultura, arte e tudo mais que ajuda o ser humano a ser um ser mais humano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;“Quarta – feira dia de defumador queimar todo mal olhado com o seu odor” .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Esse é um trecho da música do MV BILL chamada MARGINAL MENESTREL abaixo um link com a música.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;http://letras.kboing.com.br/mv-bill/marginal-menestrel/&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-3878669319512354431?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/3878669319512354431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/03/quarta-feira-dia-de-defumador.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/3878669319512354431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/3878669319512354431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/03/quarta-feira-dia-de-defumador.html' title='&quot;Quarta-feira dia de defumador&quot;'/><author><name>Programa Espelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09336651141216722173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-8213246744359304493</id><published>2009-03-29T14:11:00.004-03:00</published><updated>2010-09-08T19:39:11.404-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Qual é o seu Talento?'/><title type='text'>Qual o seu talento?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_orvBBdVW_r0/TIgO_EWp59I/AAAAAAAABx8/NFszv2ZKfyI/s1600/laz.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 82px; height: 78px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_orvBBdVW_r0/TIgO_EWp59I/AAAAAAAABx8/NFszv2ZKfyI/s200/laz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514674220378482642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;Lázaro&lt;br /&gt;Ramos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma pergunta que todos nós nos fizemos ou  ainda  fazemos todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Qual é a melhor profissão para que eu exerça? Escolho com o coração, com a razão ou penso em qual é o mercado em crescimento no momento?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Vocês lembram da enxurrada de vendedores de bips (Que era a oportunidade do momento), que surgiram e sumiram em apenas 2 meses com o barateamento dos aparelhos celulares? Quando os bips foram sendo eliminados eu ouvi um vendedor na tentativa desesperada de venda me dizer: “Tecnologia é cíclica igual a moda.” Ops!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Posso estar (como falo com meus amigos) “Colocando uma pilha errada”, mas eu acredito que do jeito que o mundo funciona hoje o melhor é escolher aquilo que você acha que vai fazer bem. Qual é o seu talento? Não sou cientista social mas pelas minhas observações de curioso vejo que os grandes destaques profissionais são aquelas pessoas que fazem o melhor possível naquilo que elas se sentem confortáveis e apaixonadas. Aquilo que elas acreditam e lutam para que seja o seu Talento. E as vezes mesmo sem ser uma profissão glamourizada esses profissionais realizam sua função com tamanho empenho e criatividade que criam assim um novo mercado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Geralmente essas pessoas são aquelas que tem iniciativa e criatividade. Aquelas que focam e se jogam no abismo com a certeza de que se não tiver uma rede lá em baixo elas vão criar sua rede de proteção.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Faça essa observação você mesmo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Me lembro da minha experiência pessoal. Eu só escutei isso quando já tinha 18 anos e havia percorrido um caminho de duvidas e desestímulos ( Até a profissão de Técnico em laboratório eu estudei, me formei e exerci). Demorei para escutar que é possível sim. Que o mundo esta ai para ser explorado. Que as barreiras tem que ser quebradas. E que aquilo que eu acredito ser o meu talento pode ser sim o meu caminho de realização.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Claro que sei que o conceito de realização é individual. Sei também que existem várias dificuldades: Sociais, afetivas, familiares, governamentais, dificuldades de um país que foi estruturado para beneficiar alguns, enfim... Várias. Mas fica aqui o sentimento que eu tive ao conhecer em Porto Alegre um rapaz que eu não lembro o nome, mas lembro da convicção ao me dizer que tinha se descoberto exercendo a profissão de Papiloscopista. Vocês sabem o que é um Papiloscopista? Pois eu até aquele dia não sabia. Mas com ele eu descobri ser um caminho possível de vitória e realização.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Ha! Assim como não vou dizer qual é o seu talento nem que a reflexão dessa coluna é uma verdade absoluta, , não direi também o que é um Papiloscopista. Essas coisas vocês é que tem que descobrir.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4933485240808622390-8213246744359304493?l=colunistasdoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/feeds/8213246744359304493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/03/qual-e-o-seu-talento.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/8213246744359304493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4933485240808622390/posts/default/8213246744359304493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunistasdoespelho.blogspot.com/2009/03/qual-e-o-seu-talento.html' title='Qual o seu talento?'/><author><name>Carol Monteiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_WGKHnxPfJ74/TEeuIXbJhHI/AAAAAAAAEq0/kj2uoAjUYaI/S220/carol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_orvBBdVW_r0/TIgO_EWp59I/AAAAAAAABx8/NFszv2ZKfyI/s72-c/laz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4933485240808622390.post-5468634174413887468</id><published>2009-03-02T01:33:00.001-03:00</published><updated>2010-05-08T20:07:00.466-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Ana Paula Fanon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img192.imageshack.us/img192/5220/dsc06778m.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 282px; height: 158px;" src="http://img192.imageshack.us/img192/5220/dsc06778m.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ana Paula Fanon é Repórter, Fotografa, Produtora Cultural,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ex-apresentadora  e roteirista do jornal  Gerúndio e do programa  Kizomba da  TV UNIFACS canal  universitário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreve sobre temas da afro-descendência para os  meios  de comunicação .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É editora do blog &lt;/span&gt;&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://wwwliteraturasubversiva.blogspot.com/"&gt;http://wwwliteraturasubversiva.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;COLUNAS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; 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